Economia
Nefasta e absurda, dizem centrais sindicais sobre terceirização total
CUT e Força Sindical criticam a decisão do STF que liberou totalmente esse tipo de contratação
As centrais sindicais reagiram à decisão do Supremo Tribunal Federal de liberar a terceirização irrestrita. Por 7 a 4, os ministros estabeleceram nesta quinta-feira 30 a constitucionalidade do modelo de contratação, sancionada no ano passado por Michel Temer.
Antes da sanção presidencial, a empresa só poderia se valer do expediente em atividades sem relação direta com seu negócio. Um montadora estava proibida, por exemplo, de terceirizar os operários da linha de montagem.
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STF autoriza terceirização irrestrita
Em nota, a Força Sindical classificou a decisão de nefasta e grande equívoco. “A terceirização da atividade-fim não cria empregos, reduz os salários e divide a representação sindical, prejudicando as negociações por benefícios e melhores salários”.
Para a Central Única dos Trabalhadores, o STF desrespeitou a própria Constituição e deu mais uma prova de que os poderes da República estão “sequestrados pelos interesses do grande capital”.
Segundo Vagner Freitas, presidente da CUT, o Supremo opta, outra vez, por prejudicar os trabalhadores. “Ao autorizar a terceirização indiscriminada, a Suprema Corte, que é a casa revisora do Brasil, perdeu a oportunidade de rever um ato inconstitucional cometido pela Câmara dos Deputados e que trouxe insegurança jurídica e precarizou ainda mais as condições de trabalho no País”.
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