Economia
Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre-comércio
Acordo anunciado nesta sexta-feira 28 prevê tarifa zero em diversos produtos, serviços, bens e commodities
O Ministério da Agricultura divulgou nas redes sociais, nesta sexta-feira 28, que o Mercosul e a União Europeia assinaram o acordo comercial que vem sendo negociado há 20 anos. De caráter de livre-comércio, o acordo permitirá, em tese, que a maior parte dos produtos seja comercializada entre os blocos com tarifa zero.
Momento histórico aguardado há 20 anos: Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial. Em breve, mais informações 🌍 🌎 pic.twitter.com/gM9myQtADI
— Ministério da Agricultura (@Min_Agricultura) June 28, 2019
Iniciada em 1999 e retomada novamente em 2010 após um parêntese de 6 anos, a questão ambiental foi adicionada à lista de preocupações europeias nesta reta final da negociação, juntamente com a reivindicação agrícola, endossada pela França, Irlanda, Bélgica e Polônia.
Os ministros das Relações Exteriores da Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai assumiram na quinta-feira à noite as rédeas da discussão com os comissários europeus da Agricultura e do Comércio, bem como com um vice-presidente da Comissão Europeia. Pelo Brasil, estavam presentes também a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o secretário especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.
Com o acordo acertado, será aberto um período para verificação e tradução do texto para as diferentes línguas antes da sua assinatura final, que deve ser garantida pelos 28 países da UE.
O comércio entre os países europeus e os do Mercosul subiu em 2018 para quase 88 bilhões de euros, com a balança comercial ligeiramente favorável aos europeus em cerca de 2,5 bilhões de euros.
*Com AFP
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



