Economia

Lula critica protecionismo de países ricos em cúpula empresarial da Asean

‘Não podemos aceitar o fim do multilateralismo’, afirmou o petista na Malásia

Lula critica protecionismo de países ricos em cúpula empresarial da Asean
Lula critica protecionismo de países ricos em cúpula empresarial da Asean
Reunião entre Donald Trump e Lula na Malásia, em 26 de outubro de 2025. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
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O presidente Lula (PT) criticou o “protecionismo de países ricos” e pediu uma aliança dos países do Sul Global, em uma cúpula empresarial de países do Sudeste Asiático.

“Não podemos aceitar o fim do multilateralismo. Nós não podemos aceitar a ideia do protecionismo”, declarou Lula no fórum organizado no âmbito da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) na capital da Malásia.

Lula, que na segunda-feira completa 80 anos, advertiu que se os países do Sul Global não se unirem, “sofreremos com o protecionismo de países ricos ao mesmo tempo em que somos pressionados a abrir mercados”.

“Enquanto outros apostam na rivalidade e na competição, nós escolhemos a parceria e a cooperação”, afirmou o mandatário brasileiro, em uma aparente referência às tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio a uma guerra comercial que tem atingido, em diferentes graus, quase todo o mundo.

Insistiu, ainda, que “quanto mais liberdade para fazer negócio, e quanto mais multilateralismo, mais a gente vai ter, enquanto países, chances de crescer”.

Lula também citou a cúpula climática COP30, que será realizada em novembro em Belém do Pará, e alertou que o mundo caminha para um aumento de temperatura superior a 2°C.

“A comunidade internacional não pode chegar à COP30 para decretar a morte do Acordo de Paris”, de 2015, que estabeleceu os compromissos para reduzir as emissões que causam o aquecimento global.

Para Lula, é possível “sair da COP30 com novas ideias para responder a esse desafio de forma mais efetiva do que temos feito”.

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