Economia
Haddad: Taxação global dos super-ricos pode arrecadar até US$250 bilhões ao ano
Em evento do G-20 no Rio, o ministro Ministro da Fazenda propôs que bilionários contribuam com 2% de sua riqueza para enfrentar a fome e pobreza mundiais
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), defendeu nesta quarta-feira a taxação dos super-ricos como uma das alternativas para levantar recursos destinados à ampliação de programas de combate à fome e à pobreza no mundo.
As declarações foram dadas na cerimônia de pré-lançamento da Aliança Global contra a Fome e Pobreza, no Rio de Janeiro.
“Se os bilionários pagassem o equivalente a 2% de sua riqueza em impostos, poderemos arrecadar de 200 a 250 bilhões de dólares por ano. Aproximadamente, cinco vezes o montante que os dez maiores bancos multilaterais dedicaram ao enfrentamento da fome e pobreza em 2022”, afirmou o ministro.
Mais adiante, Haddad afirmou ser “imperativa” uma mobilização para aumentar os recursos voltados ao enfrentamento da fome e pobreza, incluindo parcerias público-privadas e a busca por novos instrumentos de financiamento para o desenvolvimento.
Além disso, disse que a comunidade internacional tem todas as condições de garantir sobrevivência digna às pessoas – o que falta, segundo o ministro, é vontade política. “Ao redor do mundo, os super-ricos usam uma série de artifícios para evadir os sistemas tributários”, continuou Haddad.
A proposta de taxação das grandes fortunas é uma das prioridades da presidência brasileira no G-20.
Na terça-feira, a secretaria de Assuntos Internacionais da Fazenda informou à imprensa que houve avanço nas negociações para que a tributação dos super-ricos seja tema exclusivo de uma declaração dos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais, a ser discutida e aprovada durante reunião nesta semana.
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