Economia
Gol encerra negociação para fusão com a Azul
As companhias aéreas também suspenderam a parceria para compartilhamento de voos
A Gol anunciou o fim das discussões que poderiam levar à fusão com a Azul. O tema estava sendo formalmente debatido pelas duas companhias desde janeiro deste ano.
Em um comunicado publicado na noite de quinta-feira 25, a Abra, empresa administradora da Gol, informou que já havia notificado a Azul sobre a decisão, e publicou o texto encaminhado à concorrente.
“As partes não tiveram discussões significativas ou progrediram em uma possível operação de combinação de negócios por vários meses”, diz o texto.
No documento encaminhado à Azul, a Gol cita a operação de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos (conhecida como ‘Chapter 11’) como um dos motivos para o entrave.
A Azul confirmou o fim das discussões, e reafirmou “o seu comprometimento com processo de fortalecimento da sua estrutura de capital e informa que manterá os seus acionistas e o mercado em geral informados acerca de eventuais desdobramentos relevantes relacionados ao encerramento das discussões comerciais acerca da potencial combinação de negócios”.
Além de suspender as negociações, as duas companhias também anunciaram a interrupção do acordo de compartilhamento de voos, que estava em vigor desde maio de 2024. A parceria permitia que passageiros utilizassem canais de pesquisa e venda de uma empresa para embarcar pela outra. Os bilhetes já comprados serão honrados, garantiram Azul e Gol.
Em nota oficial, o Ministério dos Portos e Aeroportos destacou que, com a decisão anunciada pelas companhias, o Brasil “continuará contando com três grandes companhias aéreas (Gol, Azul e Latam), o que garante competitividade e mais opções para os passageiros”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



