Economia
Galípolo diz que ‘subir juros é uma situação cotidiana’ para o BC
A taxa Selic é o maior ponto de tensão entre o atual presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, e o governo do presidente Lula
O diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira 22 que, para a autarquia, elevar os juros é comum e é algo que pode ser feito, caso o BC avalie ser necessário.
Segundo ele, o BC não tem “constrangimento” de eventualmente subir a taxa básica de juros, a Selic. “Não é algo que qualquer um de nós do Copom [Comitê de Política Monetária] sentiu em nenhum momento, esse constrangimento de que a gente não poderia fazer isso”, disse.
Em uma fala durante o 32º Congresso e ExpoFenabrave, Galípolo reforçou que a decisão não é mecânica e envolve diversas variáveis econômicas para balizar a decisão sobre a taxa de juros. “Posição difícil é inflação fora da meta, que é uma situação desconfortável. Subir juros é uma situação cotidiana para quem está no BC”, completou.
A próxima reunião do Copom ocorrerá em 18 de setembro. No fim de julho, o comitê decidiu, por unanimidade, manter a Selic em 10,5% ao ano. Com isso, repetiu-se a conclusão da reunião anterior, de 19 de junho, ocasião em que os diretores encerraram um ciclo de cortes iniciado em agosto de 2023.
A Selic é o maior ponto de tensão entre o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, e o governo do presidente Lula (PT). Atualmente a taxa coloca o Brasil como o terceiro colocado na lista das mais altas taxas reais de juros.
Galípolo é o nome mais cotado para ocupar o cargo de presidente do BC após o fim do mandato de Campos Neto – o presidente Lula (PT), porém, ainda não confirmou a indicação.
A expectativa é que o martelo seja batido sobre o novo presidente da autarquia já nas próximas semanas.
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