Em 12 meses, carnes ficam 31% mais caras e gasolina sobe 39%; inflação segue fora de controle

No acumulado de 12 meses, o IPCA já chega a 9,68%; neste ano, a 5,67%. O teto da meta estabelecido pelo governo para 2021 é de 5,25%

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro. Foto: Mauro Pimentel/AFP

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro. Foto: Mauro Pimentel/AFP

Economia

A inflação medida pelo IPCA fechou o mês passado com um avanço de 0,87%, segundo levantamento divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira 9. Trata-se da maior taxa para um mês de agosto desde 2000. Em julho, o índice foi de 0,96%.

 

 

No acumulado de 12 meses, a inflação já chega a 9,68%, a mais alta desde fevereiro de 2016. Neste ano, o IPCA acumula elevação de 5,67%. O teto da meta de inflação estabelecido pelo governo de Jair Bolsonaro para 2021 é de 5,25%.

Os dados do IBGE contextualizam o drama que se abate sobre os brasileiros. Dos nove grupos de produtos e serviços considerados pelo instituto para a formação do IPCA, oito tiveram aumento de preços no mês passado.

Alguns itens se sobressaem na conta. Os combustíveis tiveram alta de 2,96% em agosto (em julho, o aumento foi de 1,24%). O reajuste da gasolina chegou a 2,80%, o do etanol a 4,50% e o do óleo diesel a 1,79%. Em 12 meses, a gasolina subiu 39,1%, o etanol disparou 62,3% e o diesel avançou 35,4%.

Os preços dos alimentos, que simbolizam a crise econômica que o País enfrenta, também não deram trégua. O grupo de alimentação e bebidas registrou alta de 1,39% e só foi “superado” pelo de transportes, que avançou 1,46%.

Entre os “vilões da inflação” no grupo de alimentos estão a batata inglesa (+19,91%), o café moído (+7,51%), o frango em pedaços (+4,47%), as frutas (+3,90%) e as carnes (+0,63%).

No acumulado de 12 meses, o impacto da alta nos preços de alimentos é ainda mais significativo. Arroz (+32,7%), feijão fradinho (+40,3%) e carnes em geral (+30,8%) encareceram os pratos.

Entre as carnes, as “campeãs” nos reajustes são músculo (+38,9%), patinho (+36,1%), cupim (+35,5%), filé-mignon (+35,3%) e lagarto comum (+34,3%).

A alta na conta de energia em agosto foi de 1,10%, o que demonstra uma perda de força em relação ao reajuste de julho (+7,88%). Subiram também os preços do gás encanado (+2,70%) e do gás de botijão (+2,40%). Em 12 meses, a energia elétrica residencial subiu 21,1% e o gás de botijão, 31,7%.

 

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