Economia

Desemprego fica em 8,4% no trimestre encerrado em janeiro e atinge 9 milhões

Segundo IBGE, há 3 milhões de pessoas de pessoas a menos nessa condição, em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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O desemprego no Brasil foi de 8,4% no trimestre encerrado em janeiro, de acordo com a pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira 17 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São, ao todo, 9 milhões de pessoas desocupadas.

O número registrou uma queda de 3 milhões na comparação anual. É importante destacar que a desocupação, de acordo com o IBGE, é considerada a condição na qual a pessoa não está trabalhando, mas continua buscando emprego. Ele não expressa, por si só, o total de pessoas desempregadas no País.

“Essa estabilidade ainda seria uma repercussão da redução da procura por trabalho nos meses de novembro e dezembro de 2022 sobre o início de 2023″, explica Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad Contínua.

A ocupação – ou seja, o percentual de pessoas ocupadas em idade de trabalhar – foi estimada em 56,7% pelo IBGE. No total, o instituto considera que o contingente seja de 98,6 milhões de pessoas, o que representa uma queda de 1 milhão em comparação ao trimestre encerrado em outubro de 2022.

A Pnad contínua mostrou que 36,8 milhões de brasileiros trabalham no setor privado com carteira assinada (sem incluir trabalhadores domésticos), o que significa uma expansão de 6,5% (ou 2,3 milhões de pessoas a mais) na comparação anual. No caso das pessoas que trabalham no setor privado sem carteira assinada, o contingente é de 13,1 milhões, representando um aumento de 5,9% (ou 725 mil pessoas a mais) em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Os dados indicam que, no trimestre encerrado em janeiro, 25,3 milhões trabalhavam por conta própria. Em comparação ao trimestre anterior, há 111 mil pessoas a menos nessa condição. 

Crescimento na renda

Segundo o IBGE, o rendimento real habitual no trimestre encerrado em janeiro foi de 2.835 reais mensais. Vale destacar que os novos números da Pnad contínua já incluem dados de renda após o reajuste do salário mínimo, que passou a ser de 1.302 reais desde o dia 1 de janeiro. Segundo o governo federal, o mínimo vai passar a ser de 1.320 reais a partir do próximo mês de maio.

Assim, o rendimento real habitual cresceu 1,6% em comparação ao trimestre anterior e 7,7% na comparação anual. Os números mostraram, mais uma vez, o impacto da formalização da relação de trabalho. No setor privado (sem incluir os trabalhadores domésticos), a renda média do trabalho com carteira assinada ficou em 2.657 reais mensais. Por outro lado, a renda média do trabalho sem carteira assinada foi de 1.892 reais por mês. Entre as pessoas que trabalham por conta própria, a renda média mensal foi de 2.291. Nos três casos, os números cresceram, tanto em comparação ao trimestre anterior, quanto na comparação anual.

“Em termos de atividades no confronto com o trimestre anterior, destacamos a atividade de Alojamento e alimentação, que teve um aumento de 7%, e Administração pública, saúde e educação, com aumento de 3,1%. Destaque também para os serviços domésticos, que expandiram o rendimento real em 2,2%. Já no confronto anual, todas as atividades tiveram um ganho estatisticamente significativo dos seus rendimentos”, explicou Adriana Beringuy.

População fora da força de trabalho e pessoas desalentadas

O instituto estima que há 66,3 milhões de pessoas fora da força de trabalho no Brasil. Na comparação com o trimestre anterior, o crescimento foi de 22,2%, o que representa 1,4 milhão de pessoas a mais nessa condição. 

O IBGE considera “desalentadas” as pessoas que gostariam de trabalhar, mas que desistiram de buscar emprego por considerarem que não teriam êxito. No trimestre encerrado em janeiro, o contingente foi de 3,9 milhões de pessoas. Houve uma redução de 5,3% (ou 220 mil pessoas a menos) em comparação ao trimestre finalizado em outubro do ano passado. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a redução foi de 16,7%, com 800 mil pessoas a menos nessa condição.

População que trabalha menos do que gostaria

Os números da Pnad contínua revelaram, ainda, o tamanho da população subocupada por insuficiência de horas. O IBGE considera essa categoria como sendo pessoas de 14 anos ou mais que trabalham menos de 40 horas na semana e que gostariam de trabalhar mais horas, afirmando que estão disponíveis para isso nos 30 dias seguintes à realização da pesquisa.

Ao demandar mais trabalho, essa população demanda maior renda. De acordo com o IBGE, há 5,2 milhões de pessoas subocupada por insuficiência de horas. Em comparação ao trimestre anterior, são 754 mil pessoas a menos.

Segundo o IBGE, a subutilização da força de trabalho no Brasil foi estimada em 1,87% no trimestre encerrado em janeiro, com uma variação negativa de 0,8%.

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