Economia

Desemprego encerra 2025 em 5,6%, a menor taxa da série histórica

Os dados consolidados do ano passado foram divulgados nesta sexta-feira 20 pelo IBGE

Desemprego encerra 2025 em 5,6%, a menor taxa da série histórica
Desemprego encerra 2025 em 5,6%, a menor taxa da série histórica
Carteira de trabalho digital. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Brasil fechou 2025 com a menor taxa anual de desemprego da série histórica monitorada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice anual, divulgado nesta sexta-feira 20, foi de 5,6%. O nível de ocupação, por sua vez, foi de 59,1%.

Na comparação com 2024 houve recuo de um ponto percentual de desempregados. Naquele ano, o índice final de desocupação foi de 6,6%. Já o nível de pessoas ocupadas em 2024 foi de 58,6%.

De acordo com o IBGE. as maiores taxas de desemprego em 2025 foram registradas na Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Piauí (9,3%). Já as menores ficaram com Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). Ao todo, 20 unidades da federação fecharam o ano com a menor taxa anual de desocupação da série histórica na pesquisa. Veja o comparativo:

Para William Kratochwill, analista do IBGE, o resultado recorde no Brasil é fruto do “dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real”. O pesquisador, no entanto, alerta para uma ocultação de problemas estruturais com o resultado geral. “Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade”, explica Kratochwill em nota.

Subutilização e informalidade

A taxa anual de subutilização para o Brasil ficou em 14,5%, de acordo com o boletim divulgado nesta sexta pelo IBGE. Já a taxa de informalidade foi de 38,1% da população ocupada. O País registrou ainda 2,6% de desalentados, que representam pessoas com condições e idade para o mercado de trabalho, mas que desistiram de buscar emprego.

Renda média

O valor anual do rendimento real dos trabalhadores brasileiros foi de 3.560 reais. No ano anterior, a média foi de 3.440 reais. Por região do País, o rendimento real habitual também reflete as desigualdades, registrando um volume acima dos 6 mil reais no DF e abaixo dos 2.500 reais no Maranhão. Confira a comparação:

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