Economia

Desemprego cai, mas ainda atinge 13,5 milhões de brasileiros

Dados do IBGE revelam que além dos desempregados, o Brasil possui 5,1 milhões de desalentados e 7,8 milhões de subocupados

 Foto: MAURO PIMENTEL/AFP
Foto: MAURO PIMENTEL/AFP

A taxa de desemprego no País caiu para 12,6% no terceiro trimestre de 2021, no entanto, ainda são 13,5 milhões de brasileiros sem ocupação formal, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta terça-feira 30. Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). 

Esta é a primeira vez, desde abril de 2020, que o índice fica abaixo de 13%. No trimestre que encerrou em agosto, a taxa de desemprego representava 13,1%, atingindo 13,9 milhões de pessoas. 

Apesar da queda da taxa, o instituto apontou que houve também um encolhimento no rendimento real dos brasileiros. Isso significa que houve uma queda no valor dos salários e no poder aquisitivo da população, principalmente considerando a alta da inflação, que passa dos 10% acumulados em 12 meses. 

O rendimento real habitual do trabalhador (descontada a inflação) ficou em 2.459 reais, o que representa uma queda de 4% frente ao trimestre que se encerrou em agosto e uma redução de 11,1% relação ao terceiro trimestre de 2020. Ou seja, apesar de mais vagas de trabalho, estes novos postos de trabalho tem salários menores. 

Além disso, o número de trabalhadores informais e subocupados – aqueles que trabalham menos horas do que gostariam –  aumentou também. 

O levantamento também mostrou que faltam oportunidades no mercado de trabalho para cerca de 30,7 milhões de brasileiros. Há 1 ano, porém, era 33,7 milhões nessa situação.

Para lidar com a falta de oportunidades formais, o brasileiro recorre à informalidade. A taxa de trabalhos informais representa 40,6% dos postos de trabalho. Este valor subiu 0,6% com relação ao trimestre anterior e representa 38 milhões de trabalhadores.

Segundo o IBGE, a informalidade responde por 54% do crescimento da ocupação no País.

Entre os pretos e os pardos a busca por um trabalho é mais difícil. A taxa de desemprego das pessoas brancas (10,3%) ficou abaixo da média nacional, enquanto a dos pretos (15,8%) e dos pardos (14,2%) ficou acima.

Carta Capital

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