Economia
Copom inicia nesta terça a reunião para definir o futuro da Selic
Há a expectativa de que o colegiado do Banco Central interrompa o ciclo de alta nos juros e mantenha a taxa em 14,75% ao ano. Parte do mercado, porém, aposta em uma nova subida
O Comitê de Política Monetária (Copom) dá início nesta terça-feira 17 a mais uma reunião para tratar sobre o futuro da taxa básica de juros no País, conhecida como Selic.
Nas últimas reuniões, o grupo tem subido a taxa de maneira sucessiva, chegando ao patamar atual de 14,75%. Agora, porém, a tendência é que o Copom interrompa o ciclo de alta.
A conclusão dos trabalhos do Copom está prevista para a próxima quarta-feira 18, quando será divulgada a decisão sobre o novo patamar da taxa básica de juros.
Parte da expectativa sobre a interrupção da alta da Selic se baseia no documento que resumiu a última reunião, quando o Copom se manteve firme na ideia de tentar manter a inflação no centro da meta. O colegiado condicionou eventuais mudanças na Selic ao ambiente econômico, marcado, segundo o grupo, por “elevada incerteza”.
Apesar das dúvidas sobre a economia global – com disputas comerciais e guerras no Oriente Médio e no leste europeu –, a inflação doméstica teve um alívio. Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a inflação oficial desacelerou para 0,26% em maio. No acumulado dos últimos doze meses, a inflação está em 5,32%.
Mercado dividido
Diante da pouca certeza sobre o que vai acontecer, o mercado faz apostas um tanto divididas.
Segundo o Boletim Focus, a Selic deve terminar o ano em 14,75%, o que significa que o Copom pode até interromper a alta, mas uma eventual queda na taxa básica de juros ainda está longe de se materializar. Enquanto isso, o painel de probabilidades da B3 mostra que 56,3% das apostas em opções do Copom indicam uma alta da Selic em 0,25 ponto percentual.
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