Economia

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Com incertezas econômicas e expectativa eleitoral, renda fixa vai dominar em 2022

O ano da cautela: mesmo na renda fixa é preciso ficar atento às variações dos preços dos títulos

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Do início de 2021, com a taxa básica de juros, a Selic, em 2% ao ano, até agosto do ano passado, quando ela passou a 4,25%, o mercado de ações prosperou. O Ibovespa registrou a maior pontuação da história – 136.776 pontos, em 6 de junho – e a B3 comemorou o registro de 4 milhões de investidores pessoas físicas na Bolsa – ­outro recorde. Mas a maré virou. Com a rápida subida da Selic para os atuais 9,25% ao ano, o protagonismo da Bolsa, com sua fieira de 49 IPOs (ofertas públicas iniciais de ações, na sigla em inglês), feneceu de junho em diante, alvejado pela turbulência política e pela instabilidade fiscal, que afugentou os investidores, inclusive os estrangeiros, e vitaminou a alta do dólar, da inflação e dos juros. Com isso, enquanto mundo afora os principais índices de ações encerraram 2021 com altas recordes, aqui o Ibovespa amargou uma queda expressiva, de 11,93%, aos 104.822,44 pontos registrados no último pregão do ano. Ressabiado, o investidor foi buscar refúgio na renda fixa.

Os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais são eloquentes: no acumulado do ano, até novembro, os fundos de ações tiveram resgates líquidos de 426,4 milhões de reais, enquanto os fundos de renda fixa tiveram captação líquida de 275,2 bilhões em 2021. “Foi a primeira vez que a Bolsa fechou o ano em baixa, depois de cinco anos”, lamenta o head de Renda Variável da Veedha Investimentos, Rodrigo Moliterno. Segundo ele, as perspectivas de abrandamento da pandemia e de retomada dos negócios, em vista de a variante Ômicron, apesar de mais contagiosa, ser menos letal, impulsionam as Bolsas do mundo – mesmo num contexto de retirada dos estímulos monetários e fiscais adotados para mitigar os efeitos da crise sanitária e de esperado início da alta dos juros básicos, sobretudo nos Estados Unidos. “O Brasil não consegue acompanhar, devido à questão macro: inflação elevada, nível de juros alto e insegurança fiscal.”

Cleide Rodriguez

Cleide Rodriguez Repórter de Finanças da edição impressa de CartaCapital.

William Salasar

William Salasar Editor de Finanças em CartaCapital.

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