Economia

Capitalismo gerou ‘anarquia global’ e leva o planeta a um ponto sem volta, diz Petro em Davos

O presidente da Colômbia discursou na grande sala do Fórum Econômico Mundial, que todos os anos reúne a elite política e econômica global

Capitalismo gerou ‘anarquia global’ e leva o planeta a um ponto sem volta, diz Petro em Davos
Capitalismo gerou ‘anarquia global’ e leva o planeta a um ponto sem volta, diz Petro em Davos
O ex-vice-presidente dos EUA Al Gore e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em Davos. Foto: Reprodução/Redes Sociais
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou o capitalismo durante sua intervenção no Fórum Econômico Mundial de Davos, referindo-se a um sistema que tem causado uma “anarquia global” e leva o planeta a um ponto sem volta.

“O capitalismo que conhecemos nos últimos 30 ou 40 anos conseguirá superar a crise climática que ajudou a causar?”, questionou. “Se esse capitalismo não for capaz, ou a humanidade se extingue com o capitalismo, ou a humanidade supera o capitalismo para poder viver no planeta.”

Petro discursou na grande sala do Fórum Econômico Mundial, que todos os anos reúne a elite política e econômica do mundo nos Alpes suíços;

Também falaram, entre outros, o ex-vice-presidente americano Al Gore e Marc Benioff, copresidente da Salesforce, empresa de tecnologia e uma das maiores fortunas do Vale do Silício.

Em um longo pronunciamento que arrancou alguns aplausos do público, Petro expôs a impossibilidade de o capitalismo atual salvar o planeta e denunciou um sistema que “causou uma espécie de anarquia global de capitalistas individuais, empresariais, que tentam maximizar seu lucro”.

Ele também criticou a ilusão de um “capitalismo descarbonizado” defendido por algumas empresas e lamentou que “um tratado de livre-comércio seja vinculante, enquanto as decisões para salvar a humanidade no planeta não são”.

Aqui, Petro se referia às conferências da ONU sobre o clima, cujas decisões são “apenas conselhos”.

Nesta semana, o presidente colombiano faz sua primeira visita a Davos e tem uma agenda apertada de encontros bilaterais e de intervenções públicas.

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