Economia
Campos Neto insiste em reclamar da mudança na meta fiscal do governo
Sai de cena o superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto, entra o déficit zero
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira 17 que mudanças na meta fiscal tornam mais “custoso” o trabalho da autoridade monetária.
A declaração vem à tona dois dias após o governo Lula (PT) anunciar um ajuste na meta para 2025: sai de cena o superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), entra o déficit zero.
“O problema é que a âncora fiscal e a monetária são muito relacionadas. Se você perde credibilidade ou se você está indo para um cenário de maior incerteza sobre a âncora fiscal, isso torna mais custoso o trabalho do outro lado”, disse o banqueiro em evento em Washington, nos Estados Unidos.
Segundo o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado ao Congresso Nacional na última segunda, a meta fiscal para 2025 será de déficit zero.
Inicialmente, o arcabouço fiscal previa um superávit de 0,5% do PIB no ano que vem. O superávit primário representa o resultado positivo das contas do governo, sem considerar os juros da dívida pública.
Na prática, o País poderá registrar um resultado inferior à meta em 2025 sem desrespeitar o arcabouço, uma vez que a regra oferece uma margem de tolerância de 0,25% do PIB para mais ou para menos. Em teoria, porém, o objetivo do ano que vem será o mesmo de 2024.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



