Economia

Caminhoneiros voltam a bloquear estradas mesmo após corte nos combustíveis

Após bloqueios da segunda-feira a Petrobras anunciou redução de 2,08% para a gasolina e de 1,54% no diesel Caminhoneiros voltaram bloquear rodovias em vários estados do País nesta terça-feira 22. Ontem (21) parte da categoria já havia realizado paralisações em diversas cidades contra o aumento [...]

Foto: Associação Brasileira dos Caminhoneiros
Foto: Associação Brasileira dos Caminhoneiros

Após bloqueios da segunda-feira a Petrobras anunciou redução de 2,08% para a gasolina e de 1,54% no diesel

Caminhoneiros voltaram bloquear rodovias em vários estados do País nesta terça-feira 22. Ontem (21) parte da categoria já havia realizado paralisações em diversas cidades contra o aumento do preço do diesel, que têm tido altas consecutivas nas refinarias que já chegaram ao consumidor final.

Ao menos 12 estados registram manifestações. De acordo com a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), foram registrados 188 pontos de paralisação no país na segunda-feira 21, sete no Norte, 38 no Centro-Oeste, 27 no Nordeste, 55 no Sul e 61 no Sudeste.

Leia também: Combustíveis: o governo assopra, a Petrobras morde

Os bloqueios são é organizados pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa motoristas autônomos, por isso a paralisação não envolve veículos fretados. Os caminhoneiros pedem mudanças na política de reajuste dos combustíveis da Petrobras, com a redução da carga tributária para o diesel. Além disso, querem isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico).

Após as manifestações de ontem e uma sequência de reajustes praticamente diários, a Petrobras anunciou que reduzirá os preços da gasolina em 2,08% e os do diesel em 1,54% nas refinarias a partir da quarta-feira 23.

Segundo informou a petroleira, o preço da gasolina nas refinarias cairá de 2,0867 reais o litro para 2,0433 reais.

Já o preço do diesel será reduzido de 2,3716 reais para 2,3351 reais.

A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo as variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar. Somente na semana passada, foram cinco reajustes diários seguidos.

Governo

A alta no preço dos combustíveis foi o tema da reunião marcada entre os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, e de Minas Energia, Moreira Franco, com o presidente da Petrobras, Pedro Parente. Após o encontro, Parente, afirmou que a política de reajustes dos preços de combustíveis da empresa não será alterada.

Ontem o presidente Michel Temer convocou uma reunião de emergência para tratar do mesmo tema com Moreira Franco, Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, Eduardo Guardia, e Esteves Colnago, ministro do Planejamento, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano.

O valor está acima da inflação acumulada no ano de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pela manhã, os presidentes do Senado, Eunício Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia, anunciaram para o dia 30 uma Comissão Geral no Congresso que deverá acompanhar os desdobramentos da política de reajuste de preços de combustíveis no País.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros, a Petrobras também reduziu a carga das refinarias, que operam atualmente com 75% da capacidade em vários estados. A medida visaria beneficiar os importadores de combustíveis. No ano passado, o Brasil importou mais de 200 milhões de barris de derivados de petróleo, número recorde da série histórica da Agência Nacional do Petróleo.

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