CartaExpressa

Cade suspende novos termos do Whatsapp sobre inteligência artificial

Segundo o órgão, o objetivo é preservar as atuais condições de concorrência

Cade suspende novos termos do Whatsapp sobre inteligência artificial
Cade suspende novos termos do Whatsapp sobre inteligência artificial
Whatsapp. Foto: Canva
Apoie Siga-nos no

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu, nesta segunda-feira 12, um inquérito administrativo contra empresas do grupo Meta para apurar suspeitas de abuso de posição dominante. O órgão decidiu suspender os novos termos de uso do Whatsapp sobre o uso de inteligência artificial na plataforma.

De acordo com as investigações, há possíveis condutas anticoncorrenciais nos termos impostos pela Meta para regular o acesso e oferecimento, por provedores de ferramentas de inteligência artificial, de suas tecnologias para os usuários do Whatsapp.

Diante disso, o Cade determinou uma medida preventiva suspendendo a aplicação dos termos até possa avaliar corretamente todos os indícios de infração à ordem econômica identificados. Segundo o órgão, o objetivo é preservar as atuais condições de concorrência e garantir a efetividade da investigação.

A Superintendência-Geral analisa se as alterações pretendidas têm o potencial de fechar mercados, excluir concorrentes e favorecer indevidamente a ferramenta de inteligência artificial proprietária da Meta, que poderia se tornar a única opção disponível aos usuários da plataforma.

A partir da instauração do inquérito, as empresas investigadas serão notificadas para se manifestarem e o Cade também irá coletar informações junto ao mercado. Ao final do procedimento, o órgão poderá decidir pela abertura de um processo administrativo ou pelo arquivamento do caso.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo