Economia

BC liquida a gestora Reag, investigada por fraude no caso Master

A decisão ocorre um dia depois de a PF deflagrar a nova fase da Operação Compliance Zero

BC liquida a gestora Reag, investigada por fraude no caso Master
BC liquida a gestora Reag, investigada por fraude no caso Master
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O Banco Central decretou, nesta quinta-feira 15, a liquidação extrajudicial da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., gestora investigada por envolvimento em um suposto esquema de fraudes capitaneado pelo Banco Master.

A liquidação extrajudicial é um regime destinado a interromper o funcionamento de uma instituição e retirá-la do Sistema Financeiro Nacional. Ocorre, em tese, quando a interrupção das atividades não compromete a estabilidade financeira.

Esse regime conduz ao afastamento dos administradores e à nomeação de um administrador especial temporário pelo Banco Central, com amplos poderes de gestão. No caso da Reag, a liquidante será a APS Servicos Especializados de Apoio Administrativo Ltda.

Agora chamada de CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., a Reag esteve no centro da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira 14.

Segundo o BC, a liquidação resulta de “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional”. A Reag representa menos de 0,001% do ativo total ajustado do SFN.

“O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”, comunicou a autoridade monetária. “Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.”

Em novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, de Daniel Vorcaro, e nomeou a EFB Regimes Especiais de Empresas como nova administradora.

O empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag, foi um dos alvos da PF nas diligências de quarta-feira. A empresa já havia entrado na mira da megaoperação de agosto de 2025 para apurar o vínculo entre o PCC, o setor de combustíveis e o mercado financeiro.

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