Economia

Aumento do salário mínimo dependerá de corte de gastos, diz Tebet

Alterações estão sendo discutidas em uma Junta de Execução Orçamentária, formada pelos ministérios do Planejamento, da Gestão, da Fazenda e da Casa Civil

Aumento do salário mínimo dependerá de corte de gastos, diz Tebet
Aumento do salário mínimo dependerá de corte de gastos, diz Tebet
Tebet e Lula. Foto: Ricardo Stuckert
Apoie Siga-nos no

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou nesta quinta-feira 3 que um novo aumento no salário mínimo exigirá “corte de gastos”. 

“Quando o presidente disser ‘fechamos um acordo’ [para reajustar o piso], seja no valor de 1.310, 1.315, 1.320 reais, [e perguntar] ‘de onde poderíamos cortar?’, eu tenho por obrigação que apresentar o quadro e dizer onde cabe ou não e onde é prioritário, para ele escolher”, disse a emedebista em entrevista ao UOL.

O valor do piso salarial para 2023 foi fixado em 1.302 reais, mas o governo Lula (PT) calcula que o valor possa subir para 1.320. 

Alterações no Orçamento estão sendo discutidas em uma Junta de Execução Orçamentária, formada pelos ministérios do Planejamento, da Gestão, da Fazenda e da Casa Civil.

Tebet reforçou que deverá demonstrar em quais áreas será possível realizar cortes para bancar o reajuste. No entanto, a decisão terá de estar ligada à definição das políticas consideradas prioritárias pelo governo. 

“Se for uma decisão política do presidente da República [reajustar o salário mínimo], nós abriremos espaço fiscal. De onde cortar? É uma decisão que nós apresentaremos à Junta, aos outros ministros, ao presidente da República. Não é uma decisão tomada individualmente”, prosseguiu. “A mim cabe abrir o espaço, achar alternativas, no plural. E aí é uma decisão coletiva, ratificada e decidida, possivelmente junto com o presidente da República.”

O aumento do salário mínimo acima da inflação foi uma das promessas de campanha do petista. Além dessa mudança, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apontou a possibilidade de apresentar uma proposta de reforma tributária até abril, bem como uma nova regra para controle das contas públicas. 

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo