Apesar dos resultados pífios, governo dobra aposta no neoliberalismo

Todas as fichas da turma de Bolsonaro em uma receita que há 40 anos concentra a renda do mundo

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro

Economia

A economia expandiu-se 0,4% do primeiro para o segundo trimestre de 2018, acaba de informar o IBGE. Surpreende a crescente impaciência popular com Jair Bolsonaro? Em agosto, 39% achavam o governo ruim ou péssimo e 29%, bom ou ótimo, diz nova pesquisa CNT/MDA. Um descolamento entre as duas posições, empatadas ali por 30% desde abril. Na baixa renda, aquelas que ganham até dois salários mínimos, é pior para o governo, 48% de ruim ou péssimo. A esperança desaparece aos poucos. O otimismo quanto ao aumento da renda caiu de 33% em fevereiro para 28%. Idem com a criação de postos de trabalho, queda de 51% para 36%. Com Paulo Guedes no Ministério da Economia, 600 mil pessoas perderam o emprego até junho, outras 200 mil desistiram de procurar. Metade dos trabalhadores teme demissão. Mais gente acha o desempenho econômico do atual governo pior (28%) do que acha melhor que os anteriores (23%). 

O Conselho Federal de Economia apela por uma agenda mínima pró-crescimento e desenvolvimento, com o investimento público no centro. Apoio à construção civil, através de obras de infraestrutura, e ao comércio. São áreas com potencial para dar trabalho e salário a quem mais precisa, os sem qualificação. Na classe E, o desemprego vai pelos 30% e, na D, por 17% (o geral é de 12%), estima o Bradesco. “Nenhum empresário vai investir sabendo que não há quem compre. A política econômica está tão destrambelhada que a única salvação possível, se é que há, tem de pensar no cenário externo, é repor alguns conceitos básicos. O que faz qualquer nação do mundo quando está em recessão? Aumenta o investimento público, o investimento em infraestrutura”, diz Wellington Leonardo da Silva, presidente do Conselho. “Você não vai sair dessa armadilha do neoliberalismo extremo do Paulo Guedes sem retomar alguns conceitos básicos da economia.” 

Esse neoliberalismo acaba de levar a Argentina a se ajoelhar diante do Fundo Monetário Internacional. Depois de arrancar 57 bilhões de dólares para não quebrar, Mauricio Macri declarou moratória e pediu ao FMI novos prazos para pagar dívidas de curto prazo. “O governo (brasileiro) aposta num liberalismo econômico que ninguém mais no mundo defende, com privatizações, abertura comercial”, afirma o deputado Marcelo Ramos, do PL do Amazonas, que comandou a comissão da reforma das aposentadorias. “O Paulo Guedes faz tudo pelo sistema financeiro, que está matando a indústria. É um fanfarrão.” Uma palavra capaz de definir o sentimento, em relação ao ministro, da economista-chefe de uma dessas empresas do sistema financeiro por quem Guedes se guia, Zeina Latif, da XP. Em uma reunião em 16 de agosto, em São Paulo, ela estava preocupada. A economia patina, o governo ficará sem dinheiro e Guedes fala, fala, fala feito Bolsonaro, e só. 

Guedes é um fanfarrão, sentencia Marcelo Ramos. Wellington da Silva: “É preciso retormar conceitos básicos da economia”

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o secretário de Política Econômica de Guedes, Adolfo Sachsida, dois liberais radicais, já admitiram, de forma meio tortuosa, que o gasto público pesa mais na economia do que supunham. E Guedes? Dobra a aposta neoliberal. Acaba de dizer em um evento que sua fórmula para crescer é “vender, vender e vender” estatais. E seguir com as reformas. Para um economista brasileiro professor na Universidade de Londres, Guedes é dono de um “autoritarismo econômico e de ‘mercado’”. Para a delegação ao “mercado” dar certo, diz Alfredo Saad Filho, “é preciso autoritarismo político: sem repressão, o ‘mercado’ não funciona”. É assim que surge a simbiose Guedes-Bolsonaro na atual fase mundial do neoliberalismo, a autoritária. 

Membro de um departamento especializado em Ásia, África e Oriente Médio, Saad Filho deu uma palestra na Universidade de Brasília (UnB) no dia em que Guedes anunciou o pacote de venda de 17 estatais, 21 de agosto. E o que expôs mostra que só por milagre a população vai melhorar de vida com a atual política econômica. “O capitalismo global conseguiu tudo o que queria”, disse. Fim da União Soviética (uma alternativa de modelo econômico) e dos movimentos de libertação nacional em países asiáticos e africanos, um inédito livre fluxo de capital, sindicatos enfraquecidos. “E a economia não avança. Vemos a mais lenta recuperação depois de uma crise, baixo crescimento e aumento das desigualdades.” Desde a crise financeira global de 2008, a economia mundial anda com a roda presa. De 2009 a 2011, cresceu 2,8%, em média, conforme o FMI. Depois disso, passou a girar em 3%, 3,5%. Para este ano, o Fundo projeta 3,2%.  

Na classe E, o desemprego chega a 30%, na D a 17%. Estimativa do Bradesco

Não significa que todo mundo esteja infeliz. Os 10% mais ricos, diz Saad Filho, embolsaram toda a expansão econômica nos Estados Unidos entre 2009 e 2013. Resultado: concentração de renda. Foi por isso que o neoliberalismo entrou em fase “autoritária” pós-2008. Para sobreviver. As pessoas perceberam que os bancos se salvaram, e com custo alto para os cofres públicos, enquanto a maioria ficou ao léu. A sobrevivência do receituário passou a depender de líderes extremistas, que pareciam outra coisa. Donald Trump elegeu-se nos Estados Unidos com discurso xenófobo e dirigido aos trabalhadores que queriam de volta empregos perdidos para chineses e imigrantes, mas logo em seu primeiro ano na Casa Branca baixou um pacote pró-ricos com corte de impostos. Bolsonaro triunfou a falar de banditismo, corrupção, gays, direitos femininos, e nada de economia. Aí era com o “Posto Ipiranga”. 

Guedes é um Chicago Boy, admirador da experiência neoliberal inaugural no mundo, no Chile da ditadura de Augusto Pinochet nascida em 1973. Aí começava a primeira fase do neoliberalismo, a da “transição”, segundo Saad Filho. O Estado sairia de cena e deixaria o setor privado seguir os instintos. Por razões simbólicas, Bolsonaro escolheu o Chile como primeiro país sul-americano a ser visitado, não a Argentina, como determina a tradição com mandatários brasileiros novos no cargo. A viagem de março acaba de ser retribuída por Sebastián Piñera. Brasil e Chile são medalhas de prata e bronze em concentração de renda no 1% mais rico. Aqui, o 1% embolsa 28% da renda. Lá, 23%. O ouro é do Catar (29%). Dados do último Relatório da Desigualdade Global, feito na Escola de Economia de Paris por uma equipe chefiada por Thomas Piketty, o autor mais vendido da história da economia com O Capital no Século XXI, de 2014. 

Saad Filho faz o diagnóstico certo, Ravallion diz que não “é coisa  de comunista“

A política econômica dos Chicago Boys testada no Chile ganhou impulso global com a chegada ao poder de Margaret Thatcher na Inglaterra, em 1979, e de Ronald Reagan nos Estados Unidos, em 1980. Para a dupla, era preciso deixar os de cima enriquecerem que os de baixo tirariam proveito, bastava ter paciência. A segunda fase do neoliberalismo, a “madura”, começa nos anos 1990, diz Saad Filho, com governos dispostos a moderar os efeitos sociais negativos da implantação selvagem do neoliberalismo, mas sem abandoná-lo. O brasileiro Fernando Henrique Cardoso entra aí. Com ele, o Brasil parou de taxar lucros e dividendos, vendeu estatais, teve juros na lua. Os governos “maduros” não só praticaram o neoliberalismo: difundiram-no como ideologia. “Uma ideologia que valoriza o consumo acima de tudo, que coloca o mérito do sucesso e o peso do fracasso estritamente em cima do indivíduo”, afirma Saad Filho. “As falhas sistêmicas do neoliberalismo somem de vista, vira tudo problema de maus indivíduos.” Se o povo vai mal, ou o cidadão é incapaz ou os políticos são ladrões. O sistema econômico é inocente. 

No Brasil, é um primor a obra do neo-liberalismo ressuscitado por Dilma Rousseff com Joaquim Levy no comando da economia, a partir do fim de 2014, e que foi aplicado em doses crescentes por Michel Temer e Henrique Meirelles, e agora por Bolsonaro e Guedes. O PIB cresceu 0,5% em 2014, encolheu mais de 3% em 2015 e outro tanto em 2016, avançou 1% em 2017 e 2018 e este ano segue em ritmo lento. Nesse período, o salário médio dos trabalhadores medido pelo IBGE não saiu do lugar. Variou de 2,2 mil a 2,3 mil mensais. A taxa de desemprego dobrou. Havia 6,5 milhões na rua em 2014 e 12,8 milhões em junho e agora. Os que desistiram de procurar vaga saltaram de 1,5 milhão de pessoas para o recorde de 4,9 milhões. 

Início da política econômica neoliberal

E os bancos e os milionários, diante desse quadro, descrito como “depressão” por dois economistas de linhas distintas, o heterodoxo João Sicsú, da UFRJ, diretor do Ipea no governo Lula, e o conservador Affonso Celso Pastore, da USP, presidente do Banco Central na ditadura? Esbaldam-se. Em 2015, os clientes de private banking, serviço de bancos a ricaços, tinham 6,4 milhões de reais cada um, em média, conforme a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Eram 109 mil pessoas. Em maio de 2019, eram 123 mil pessoas, cada uma com 9,3 milhões, em média, 45% a mais. Com base na Anbima, Fernando Nogueira da Costa, ex-diretor da Caixa Econômica Federal e professor da Unicamp, calcula em 31% o ganho patrimonial da “classe média alta” de 2015 a 2019. E perda de 20% da classe média baixa. 

Bradesco, Itaú e Santander enchem a pança. Lucraram 41 bilhões de reais em 2014, 47 bilhões em 2015, 42 bilhões em 2016, 46 bilhões em 2017 e o recorde de 56 bilhões em 2018. E há novo recorde à vista, pois ganharam 32 bilhões no primeiro semestre de 2019. Seus executivos sorriem. Cândido Bracher, do Itaú, comentou no fim de julho que a situação do País é “tão boa quanto nunca vi na minha carreira”. Ah, é? Em janeiro, o “mercado” calculava em 2,5% o crescimento anual do PIB em 2019, 2020 e 2021. Agora estima 0,8%, 2,1% e 2,5%, respectivamente. Os patrões de Bracher certamente concordam com ele. Das dez maiores fortunas brasileiras em 2019, conforme a lista da Forbes, quatro são da família Moreira Salles, do Itaú, cada um com 3,1 bilhões de dólares. 

O Brasil é destaque: entre 30 países, vice-campeão de falta de mobilidade social, atrás só da Colômbia

A concentração de renda nos últimos tempos e seus efeitos perversos é realidade reconhecida até pelo establishment internacional, chegado a neoliberalismo e finanças. Há alguns dias, um ex-economista do Banco Mundial, o australiano Martin Ravallion, de 67 anos, disse ao El País ser preciso “apagar a ideia de que querer reduzir a desigualdade é coisa de comunista”. Em junho de 2018, a OCDE, clube de 35 países ricos ou simpatizantes, como EUA, os nórdicos, Japão e Israel, divulgou o relatório-pesquisa “Elevador Social Quebrado?” A resposta à pergunta estava no primeiro parágrafo: “Os dados mostram uma imagem nítida”. Os 10% mais ricos tinham 9,5 vezes a renda dos mais pobres nas nações da OCDE. Há 25 anos, tinham sete vezes. “A desigualdade de riqueza é ainda mais acentuada”, seguia o estudo. Os 10% mais ricos controlam metade e os 40% mais pobres, 3%. A crise mundial de 2008 reforçou a tendência concentradora, mas a desigualdade subia “mesmo durante os períodos mais altos da expansão econômica global antes de 2008”. 

O Brasil, que deseja fazer parte da OCDE desde o governo Temer, era destaque. Entre 30 países, éramos vice-campeões de falta de mobilidade social, ao lado da África do Sul. Atrás, só a Colômbia. De cada dez filhos de famílias miseráveis, 3,5 morrerão miseráveis. “No Brasil, as circunstâncias dos pais desempenham um fator importante na vida das pessoas. O status econômico e social transmite-se fortemente através das gerações”, afirma o estudo. Para a OCDE, as pessoas em todo o mundo sentem-se deixadas para trás e que seus filhos têm poucas chances de subir na vida. Uma forma de estimular a mobilidade seria atacar a elisão fiscal usada por ricos para proteger heranças e doações, taxar mais os milionários e fortalecer as redes de proteção social. O contrário do que faz o Brasil, vide a reforma da Previdência em curso no Senado. 

A Oxfam, uma rede global de entidades que estudam e combatem pobreza e injustiça social, não tem dúvida: a desigualdade “está fora de controle”. Chegou ao nível de “calamidade”, com o 1% mais rico do planeta dono de mais riqueza do que o resto. É o que afirma a versão de 2019 de um relatório que tem divulgado sempre que a elite mundial se reúne em Davos, na Suíça. Bolsonaro esteve lá em janeiro e comentou: “Até o final do meu mandato, nossa equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, nos colocará no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios”. Sobre injustiça social no décimo país mais desigual, nada. Sobre combate à pobreza, que apostaria em educação. Só. 

Em 2014, a Oxfam dizia que “a desigualdade entre os países cresceu rapidamente de 1980 a 2002” e desde então havia caído um pouco, graças ao crescimento da China, terra de 17% da humanidade. E apontava como vilões o “fundamentalismo de mercado” e a “captura do poder pelas elites econômicas”. Em 2016, afirmava que a meritocracia é uma farsa, que os bancos em paraísos fiscais ajudam a sonegação que impede a justiça social, que de cada cinco bilionários um é do mundo das finanças. É a financeirização absoluta do capitalismo do tipo neoliberal que exige combate, diz Saad Filho. Em 2017, a Oxfam culpava o arrocho salarial dos trabalhadores e dos fornecedores de grandes empresas, a evasão e o supercapitalismo dos acionistas de companhias. Em 2018, dizia que, de 2006 a 2015, a renda dos trabalhadores crescera 2% ao ano, enquanto a dos bilionários, 13%. 

Nos cálculos da Oxfam, hoje 26 bilionários têm uma riqueza somada que é igual à de 3,8 bilhões de pessoas. No topo o americano Jeff Bezos, de 55 anos, dono da loja virtual Amazon. Sua fortuna é de 131 bilhões de dólares. O orçamento da saúde na Etiópia, terra de 109 milhões de pessoas, é de 1% disso. Os bilionários pagam uma merreca de impostos, 4 centavos a cada 1 dólar arrecadado pelos fiscos. “Nos países ricos, a alíquota máxima média do Imposto de Renda Pessoa Física caiu de 62%, em 1970, para 38%, em 2013. Nos países em desenvolvimento, essa alíquota é de 28%. Em alguns países como o Brasil e o Reino Unido, os 10% mais pobres pagam atualmente uma proporção maior de sua renda em impostos do que os 10% mais ricos”, diz o relatório de 2019 da Oxfam. O alívio dos ricos coincide com a era neoliberal iniciada nos anos 1970. Em 2011, o terceiro maior ricaço da atualidade, o investidor americano Warren Buffett, de 88 anos, disse na CNN: “Há uma guerra de classes nos últimos 20 anos e minha classe venceu”. E citava que os 400 maiores contribuintes americanos haviam enriquecido desde 1992 e passaram a pagar menos impostos. “Então, se houve guerra de classes, a classe rica venceu.” 

Lá nos Estados Unidos, a atual taxa de desemprego é a mais baixa em 50 anos, por volta dos 3,5%. Desde a crise financeira de 2008, surgiram cerca de 19 milhões de vagas. E, apesar disso, a popularidade do capitalismo cai. Motivo: as difíceis condições de vida. Os trabalhadores recebem salários insuficientes para cobrir gastos com moradia, saúde, educação, filhos, pois as vagas são precárias. Precariedade, aliás, pavimentada aqui pela reforma trabalhista de Temer e que Bolsonaro quer aprofundar, pois repete que o povo tem de escolher entre emprego e direitos. Nos EUA, o salário médio tem o mesmo poder de compra de 40 anos, segundo pesquisa de agosto de 2018 da Pew Research. Registro: 40 anos atrás significa 1978, o período imediato pré-Reagan. 

O número de bilionários bateu recorde em 2019. Os top five Bezos, Gates, Buffett, Arnault e Slim e outros 21 indivíduos têm a mesma riqueza que a metade mais pobre da humanidade

A vida da classe média americana está 30% mais cara do que há 20 anos, conforme um livro de junho de 2018, Apertado: Por Que Nossas Famílias Não Podem Pagar a América. Entre 1996 e 2016, o custo com universidade dobrou, o preço das casas populares quadruplicou, segundo a autora, a jornalista nova-iorquina Alissa Quart, de 47 anos. Diante do aperto, 4 de cada 10 americanos têm um segundo emprego, número que entre os jovens sobe para 5 em 10, conforme uma consultoria de Nova York, a Bankrate. Um estudo de 2016 de pesquisadores da Universidade de Stanford examinou a mobilidade social com base em dados de um censo populacional e da Receita Federal e descobriu: nos anos 1940, 90% das crianças americanas tinham chances de levar uma vida melhor que a dos pais; em 1980, eram 50%. 

Alissa concorda com Saad Filho: as pessoas não deveriam culpar a si pela vida dura, mas ao sistema econômico. E, de algum modo, elas têm culpa. Em agosto de 2018, o Gallup mostrou que 56% dos americanos tinham uma visão positiva do capitalismo. Em 2016, eram 60%. Em 2010, 61%. A desilusão é maior nos jovens. Entre os entrevistados de 18 a 29 anos, dava 51% a 45% de preferência para o socialismo. São os jovens e uma ala do Partido Democrata que alimentam a popularidade do socialismo. Uma ala representada pelos autodeclarados socialistas Bernie Sanders, senador de 71 anos, e Alexandra Ocasio-Cortez, deputada de 29 anos. Sanders tentou concorrer contra Trump em 2016 e tinha mais chance do que Hillary Clinton, conforme pesquisas. Falava mais de economia e condições de vida e menos sobre direitos femininos e dos negros do que Hilary. Talvez venha ao Brasil em novembro. Foi convidado pelo PSB para uma conferência internacional. 

Safra, Lemann, Telles, Saverin e Sicupira são donos de fortuna equivalente à metade mais pobre dos brasileiros

Deputado de primeiro mandato pelo partido, o advogado e ex-juiz Luiz Flávio Gomes rabisca um livro sobre neoliberalismo, poder das elites e concentração de renda no Brasil. Para ele, se a economia seguir como está, o mau humor popular vai subir. O “mercado” talvez abandone o governo assim que a reforma das aposentadorias passar no Senado. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, atrita-se com Bolsonaro e pode deixar o governo. Pistas de mais queda de popularidade adiante. Aí haverá clima para impeachment. “Eu vou propor”, diz Gomes. “A Lei do Impeachment prevê 67 hipóteses e o Bolsonaro já violou umas 20 delas. Ele vai cair pelo conjunto da obra.”

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Repórter correspondente da revista CartaCapital em Brasília

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