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Água e vinho

As divergências sobre a nova política industrial do governo parecem irreconciliáveis entre economistas

Inclusão digital. O PAC pretende beneficiar 158 mil escolas públicas – Imagem: Geovana Albuquerque/Agência Brasília
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A elevação expressiva do salário real e da massa salarial, assim como as sucessivas revisões para cima das estimativas de crescimento do PIB, amplamente noticiadas pela mídia, é animadora, mas não deve encobrir a necessidade de grandes investimentos para o País consolidar os avanços e fazer a economia galgar vários degraus até superar a condição de “emergente”. Um dos principais programas do governo nessa direção, a Nova Política Industrial (NPI), com investimentos previstos de 300 bilhões de ­reais, foi tema de ao menos dois seminários recentes de economistas, o primeiro organizado pela Folha e o Ibre-FGV, com duras críticas ao modelo proposto pelo governo, e o segundo promovido pela LCA Consultoria, que examinou o potencial desse plano, articulado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para iniciar uma retomada do processo de desenvolvimento.

No debate da Folha/Ibre-FGV, Marcos Mendes apontou a existência de “uma série de incentivos de apoio à manufatura via gastos tributários”, para condenar qualquer novo estímulo. Nelson Marconi apoia o programa, mas ressalta a necessidade de acompanhamento de metas e resultados e o risco de a NPI fracassar se o “ambiente econômico do País não estiver em ordem”. Já Armando Castelar considera que o plano tende a repetir erros do passado, como a alegada falta de foco no aumento da produtividade.

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