Economia
A resposta de Durigan à reclamação do DF sobre suposta ‘inércia’ no socorro ao BRB
O governo do DF acusou a União de demorar de dar andamento aos termos acordados para o resgate do Banco de Brasília
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu nesta quinta-feira 6 a acuação do governo do Distrito Federal da existência de uma suposta inércia por parte da União e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no cumprimento do acordo homologado no fim de maio para socorrer o BRB.
O ministro lembrou que o rombo no Banco de Brasília não foi causado por decisões do governo federal. “Essa informação que vem do GDF de que existe uma inércia gerou uma profunda insatisfação nas equipes do governo (federal) que trabalham por o acordo. O que parece estranho quando a gente lembra que o problema do BRB tem origem criminosa no governo do DF e no banco“, disse a jornalistas.
“A União, que não tem nada a ver com essa história, foi chamada ao Supremo pela governadora. Nós nos dispusemos a ir ao Supremo, fechamos o acordo possível, e as equipes têm trabalhado (…). O que está pendente são informações e o plano de negócios que envolve o BRB e o GDF”, completou.
A fala de Durigan é após o governo do DF reclamar ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, de uma suposta demora da União no cumprimento dos termos acordados.
“Decorridos mais de dois meses da celebração do acordo (…) não há concessão, não há recusa, não há proposta, não há indicação de condições, de cronograma ou dos elementos que o Fundo repute necessários à análise nem há pela União o cumprimento das disposições contratuais”, diz o texto encaminhado ao STF.
Como resposta, o Fux marcou uma nova audiência para definir a execução do acordo firmado. O encontro deve acontecer no dia 13 de agosto.
No fim de junho, o Governo do Distrito Federal, controlador do BRB, firmou um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal para viabilizar um resgate de 6,6 bilhões de reais destinado a cobrir parte das perdas atribuídas às operações realizas com o Banco Master.
Além desse montante, o GDF deverá aportar 2,2 bilhões de reais em recursos próprios, após promover ajustes nas contas públicas e reduzir investimentos.
Apesar da homologação do acordo, a operação ainda depende da assinatura dos contratos com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), da formalização das contragarantias à União e da conclusão das auditorias financeiras do banco.
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