Economia

A resposta da China após mais um tarifaço de Trump

As novas sobretaxas, válidas a partir desta sexta, chegam a 12,5% nos casos de grandes economias como China, Brasil, Índia e União Europeia

A resposta da China após mais um tarifaço de Trump
A resposta da China após mais um tarifaço de Trump
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Lin Jian. Foto: Divulgação
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Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian afirmou nesta sexta-feira 24 que Pequim se opõe a todas as formas de tarifas unilaterais, um dia depois de o governo dos Estados Unidos anunciar a aplicação de uma nova sobretaxa contra produtos de cerca de 60 países.

As novas tarifas, válidas a partir desta sexta-feira, chegam a 12,5% nos casos de grandes economias como China, Brasil, Índia e União Europeia. Oficialmente, a medida é resultado de investigações sobre falhas na proibição de mercadorias produzidas com trabalho forçado, segundo o Escritório do Representante Comercial norte-americano (USTR).

“A posição da China sobre as questões econômicas e comerciais entre a China e os Estados Unidos é consistente e clara. Opomo-nos a todas as formas de tarifas unilaterais”, disse Jian. “Guerras tarifárias e guerras comerciais não atendem aos interesses de ninguém.”

Em junho, quando o governo de Donald Trump sinalizou a possibilidade de aplicar o tarifaço de 12,5%, Pequim já havia reagido. Na ocasião, a porta-voz Mao Ning declarou se tratar de uma “manipulação política”.

“Questões econômicas e comerciais devem ser resolvidas por meio do diálogo e da consulta, com base na igualdade, no respeito e no benefício mútuo”, afirmou, em uma coletiva de imprensa. Ela ainda argumentou não haver trabalho forçado na China e disse se opor “ao uso desse conceito como pretexto para manipulação política”.

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