Economia

A justificativa da Americanas para adiar a divulgação de balanço financeiro pela 4ª vez

A nova previsão é que os resultados financeiros relativos aos anos de 2021 e 2022 da empresa devem ser publicados na próxima quinta-feira 16

A justificativa da Americanas para adiar a divulgação de balanço financeiro pela 4ª vez
A justificativa da Americanas para adiar a divulgação de balanço financeiro pela 4ª vez
Foto: Nelson Almeida/AFP
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Pela 4ª vez consecutiva, as Lojas Americanas adiam a divulgação do balanço financeiro de 2022. A empresa está em recuperação judicial por dívidas de cerca de 42 bilhões de reais. 

O motivo do atraso para publicação do documento, segundo a companhia, é “fraude sofisticada e muito bem arquitetada”. A nova data para divulgação do balanço é quinta-feira 16.

“A Americanas foi vítima de uma fraude sofisticada e muito bem arquitetada, o que tornou a compilação e análise de suas demonstrações financeiras (“DFs”) históricas uma tarefa extremamente desafiadora e complexa”, diz a varejista, em documento enviado a investidores, sem indicar culpados. 

E emenda: “Por conta disso, apesar do trabalho de elaboração das DFs 2021 e 2022 já estar finalizado e dos procedimentos de auditoria de ambas terem sido substancialmente concluídos, ainda não foi possível cumprir todo o rito interno de aprovação previsto na governança da Companhia”.

No primeiro adiamento, em março, a Americanas disse ter identificado a necessidade de revisar e avaliar os dados. Na sequência, no mês de agosto, a varejista informou que não havia concluído as análises. 

Já em outubro, a companhia atribuiu o adiamento ao surgimento de novas informações e documentos “cuja análise exige um período de tempo incremental àquele anteriormente previsto”.

A CPI da Americanas, responsável por investigar as ilegalidades cometidas pela varejista, aprovou o relatório final do deputado Carlos Chiodini (MDB-SC) mas não indicou culpados.

No parecer, a comissão justifica que não foi capaz de reunir provas suficientes para indicar um responsável civil ou administrativo pelas incoerências na conta da empresa.

No entanto, alguns parlamentares, indicam que a movimentação é uma tentativa da CPI de blindar bilionários, os empresários e acionistas da varejista. 

Desde janeiro deste ano, a varejista está em recuperação judicial, após o ex-presidente Sergio Rial — que ficou apenas nove dias no cargo — anunciar as inconsistências contábeis de 20 bilhões de reais. Atualmente, as dívidas da Americanas alcançam o montante de 42,5 bilhões de reais.

Leia o documento na íntegra:

Adiamento-Americanas-13nov2023

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