Economia

A conversa entre Lula e Claudia Sheinbaum em meio a ameaças de Trump

O vice-presidente Geraldo Alckmin irá ao México com empresários e ministros

A conversa entre Lula e Claudia Sheinbaum em meio a ameaças de Trump
A conversa entre Lula e Claudia Sheinbaum em meio a ameaças de Trump
Lula e Claudia Sheinbaum na cúpula da Celac, em Honduras, em 9 de abril de 2025. Foto: Stringer/AFP
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O presidente Lula (PT) conversou por telefone nesta quarta-feira 23 com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum. Segundo o Palácio do Planalto, o petista enfatizou a importância de aprofundar as relações econômicas e comerciais entre os países, em meio a um “momento de incertezas”.

O comunicado não menciona o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas o pano de fundo do telefonema é a guerra comercial deflagrada pela Casa Branca.

Lula e Sheinbaum acertaram uma visita do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao México em 27 e 28 de agosto. Empresários e ministros estarão na comitiva.

O petista também propôs a abertura de negociações para ampliar o acordo comercial com o México. Lula e Sheinbaum destacaram os setores de indústria farmacêutica, agropecuária, etanol, biodiesel, aeroespacial, inovação e educação como áreas estratégicas na relação bilateral.

Neste mês, Trump ameaçou impor tarifas de 30% ao México, acusando o país de não fazer o suficiente para conter o tráfico de drogas na América do Norte. Já o Brasil virou alvo de um tarifaço de 50%, previsto para entrar em vigor em 1º de agosto.

Na última segunda-feira 21, Sheinbaum contestou as sanções às companhias aéreas mexicanas anunciadas por Washington. Dois dias antes, o Departamento de Transporte dos Estados Unidos acusou as autoridades mexicanas de práticas anticompetitivas ao rescindir as faixas horárias de permissão de voo das companhias americanas e obrigá-las a transferir suas operações de carga para um terminal nos arredores da Cidade do México.

Os Estados Unidos também impuseram neste mês tarifas de 17% sobre a maioria dos tomates frescos importados do México, uma decisão que o governo de Sheinbaum classificou de “injusta”.

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