Do Micro Ao Macro
Espanha oferece visto de nômade digital para quem trabalha remoto; veja como fazer
Programa permite que profissionais estrangeiros morem no país europeu enquanto atendem empresas ou clientes de fora, com direito a levar a família.
O governo da Espanha ampliou as possibilidades de imigração legal para profissionais que atuam de forma remota. Desde a criação do visto de nômade digital, brasileiros com contrato internacional, negócio próprio ou atuação como freelancer conseguem residir no país europeu sem abrir mão de clientes e empregadores fora do território espanhol.
Para solicitar o documento, é necessário comprovar renda mensal de 2.849 euros (R$ 16.700), valor equivalente a duas vezes o salário mínimo espanhol. Além disso, o candidato precisa apresentar passaporte válido, antecedentes criminais e qualificação compatível com a atividade exercida no exterior.
Patrícia Rego, especialista em visto europeu e proprietária da Start Immigration, explica que o processo não exige vínculo familiar com o país. “Qualquer profissional que trabalhe de forma remota para empresas ou clientes fora da Espanha pode se candidatar. Não há necessidade de ascendência espanhola”, afirma.
Ainda segundo Rego, o requisito varia conforme o perfil do solicitante. “Profissionais que já trabalham remotamente, empresários com CNPJ ativo há um ano ou MEI prestador de serviço também há um ano atendem às condições do programa”, diz.
Quem pode solicitar o visto de nômade
Podem pedir o documento profissionais contratados por empresas estrangeiras, donos de negócio ativo, freelancers e prestadores de serviços internacionais. Também entram na lista trabalhadores remotos que comprovem a renda exigida pelo governo espanhol.
Entre os perfis mais comuns estão empresários, profissionais de tecnologia, consultores, advogados, designers, profissionais de marketing, desenvolvedores e criadores de conteúdo. Qualquer pessoa que preste serviço remoto para clientes fora da Espanha se enquadra na modalidade.
Documentos exigidos pelo governo espanhol
Segundo Rego, quem é microempreendedor individual precisa reunir documentos específicos. “É preciso apresentar MEI ativo, movimento bancário bruto no valor de dois salários mínimos da Espanha, contratos de serviços, notas fiscais e contratos de freelancer, além dos antecedentes criminais”, detalha a especialista.
Por sua vez, empresários com CNPJ precisam demonstrar atividade da empresa há pelo menos um ano, enquanto contratados por empresas estrangeiras apresentam o vínculo empregatício e a renda correspondente.
Benefícios para nômades digitais
O visto garante residência legal na Espanha e permite a inclusão de cônjuge e filhos no mesmo processo. Também assegura livre circulação pelo Espaço Schengen e possibilidade de renovação da autorização de residência.
Outro ponto de destaque é o acesso aos sistemas de educação e saúde do país, conforme a legislação local. Após o período legal de residência exigido, e cumpridos os requisitos, o titular do visto pode seguir para o processo de cidadania espanhola.
Regras para microempreendedores nômades
Para quem opera como MEI, a documentação bancária tem peso na análise. O movimento bruto precisa corresponder a dois salários mínimos espanhóis, hoje em 2.849 euros, comprovado por meio de contratos, notas fiscais e registros de prestação de serviço.
A recomendação de especialistas é reunir a documentação com antecedência, já que o processo de análise consular pode levar semanas. Para quem já atua fora do Brasil de forma remota, o visto de nômade digital funciona como porta de entrada para viver legalmente na Europa mantendo a atividade profissional intacta.
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