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Varejo popular: quatro movimentos que devem guiar o setor
O varejo popular deve crescer com foco em preço, negociação, meios de pagamento e uso de dados no ponto físico, segundo avaliação do setor
O varejo popular deve ampliar participação na economia brasileira em 2026, impulsionado pelo consumo presencial e pela busca por preços acessíveis. Dados do Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo indicam crescimento nominal de 3,2% em dezembro de 2025 e de 2,3% em janeiro de 2026, na comparação anual, sinalizando continuidade do aquecimento nas vendas.
Segundo André Seibel, CEO do Circuito de Compras, o avanço do varejo popular está ligado a um consumidor direto na decisão de compra. “Esse público prioriza economia, facilidade e sortimento funcional. Quem organiza esses fatores tende a ganhar espaço”, afirma.
Com base nesse cenário, o executivo aponta quatro movimentos que devem orientar o varejo popular ao longo de 2026.
Preço no varejo popular
Primeiro, o preço seguirá como fator central da decisão. Promoções, descontos progressivos, kits e margem ajustada por volume devem ganhar peso, tanto no atacarejo quanto na venda unitária.
Além disso, a negociação permanece presente no dia a dia das lojas. O consumidor compara valores, conversa com vendedores e identifica desalinhamentos com rapidez, o que pressiona comerciantes a manterem flexibilidade comercial.
Pagamento
Em seguida, as formas de pagamento devem influenciar a conversão nas lojas físicas. Pix imediato, parcelamentos acessíveis e crediário simplificado reduzem atrito e aceleram o atendimento.
Para consumidores que se deslocam de outras cidades e realizam compras em volume, meios de pagamento flexíveis ajudam a definir a escolha da loja e o valor final da compra.
Sortimento no varejo popular
Outro ponto envolve a gestão de produtos. No varejo popular, a variedade precisa responder à demanda local e às mudanças rápidas de preço dos fornecedores.
O ajuste constante do estoque, a observação do giro no ponto de venda e a reação à sazonalidade ajudam a reduzir perdas e manter fluxo regular de vendas.
Dados
Por fim, o uso de dados tende a ganhar espaço no varejo físico. Informações sobre fluxo, ticket médio, origem dos clientes e margem orientam decisões mais rápidas.
Mesmo operações menores conseguem acompanhar padrões com planilhas ou painéis simples. No varejo popular, em que o giro diário impacta o caixa, operar com dados permite ajustar preços, estoque e negociação de forma contínua.
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