Do Micro Ao Macro

Cinco tendências do varejo e das franquias que guiarão 2026

Dados, automação e governança ganham peso entre as tendências do varejo e das franquias que devem orientar decisões e expansão em 2026

Cinco tendências do varejo e das franquias que guiarão 2026
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O varejo e o mercado de franquias entram em 2026 sob pressão crescente por eficiência, previsibilidade e controle. Operar bem deixou de ser suficiente. O diferencial competitivo passa pela capacidade das redes de reorganizar processos, integrar dados e estruturar modelos de governança que reduzam desperdícios e ampliem a visibilidade dos resultados. É nesse contexto que se consolidam as principais tendências do varejo para o próximo ciclo.

Os números do setor ajudam a dimensionar o desafio. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o franchising faturou R$ 65,9 bilhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 8,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento ocorre mesmo em um ambiente macroeconômico restritivo, o que amplia a necessidade de governança e disciplina operacional nas redes.

Tendências do varejo

Para especialistas, o desempenho em 2026 será determinado pela capacidade de transformar complexidade em precisão. Isso depende de três eixos: dados integrados para gerar previsibilidade, automação aplicada a rotinas críticas e governança capaz de padronizar desempenho entre unidades.

Segundo Henrique Carbonell, CEO da F360, redes que conseguem unir esses elementos deixam de reagir a problemas pontuais e passam a antecipar cenários. Para ele, esse movimento separa crescimento sustentável de expansão desorganizada.

A seguir, estão as cinco tendências do varejo e das franquias que devem orientar a gestão das redes em 2026.

Dados operacionais como ativo de eficiência

O uso de dados avança além do registro histórico e passa a influenciar decisões operacionais. Informações sobre consumo, rupturas, devoluções, meios de pagamento e comportamento de compra ajudam a ajustar estoques, revisar preços e antecipar demandas. Redes que estruturam esse ecossistema reduzem erros e ampliam margem.

De acordo com Luiz Saouda, CTO da F360, tratar dados como infraestrutura estratégica permite transformar cada operação em fonte direta de eficiência e competitividade.

Integração total entre canais

Com a consolidação da omnicanalidade, a presença em múltiplos canais deixa de ser diferencial. A prioridade passa a ser a integração entre lojas físicas, e-commerce, aplicativos e marketplaces. Essa conexão reduz falhas de estoque, diminui perdas e melhora a logística, além de tornar a experiência do cliente mais consistente em toda a rede.

Finanças e governança conectadas a métricas ESG

As práticas ambientais, sociais e de governança passam a integrar indicadores financeiros. Medidas ligadas à eficiência energética, gestão de resíduos e cadeia de suprimentos impactam custos e reforçam a transparência das operações. A incorporação dessas métricas atende a demandas de investidores e consumidores e contribui para decisões mais consistentes.

Segundo Maurício Galhardo, quando indicadores ESG entram na gestão financeira, os efeitos aparecem diretamente no caixa das empresas.

Automação da governança e das auditorias

O aumento do número de unidades torna a automação um fator decisivo. Sistemas capazes de monitorar transações, cruzar dados entre lojas e identificar desvios em tempo real reduzem riscos e ampliam o controle. A supervisão deixa de ser reativa e passa a operar de forma contínua, com maior previsibilidade.

Incentivos baseados em desempenho real

Modelos padronizados de bonificação perdem espaço. Redes mais estruturadas tendem a adotar incentivos vinculados a métricas como crescimento de vendas, eficiência operacional, redução de perdas e metas de sustentabilidade. A avaliação individual das unidades aumenta o alinhamento estratégico e fortalece o engajamento.

As tendências do varejo indicam que 2026 será marcado por decisões mais técnicas, baseadas em dados e governança. Redes que integram inteligência operacional, rigor financeiro e cultura analítica tendem a operar com mais previsibilidade em um mercado cada vez mais exigente.

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