Do Micro Ao Macro
Saiba os cuidados essenciais para quem trabalha exposto ao sol
Com o avanço do sol no verão, empresas e trabalhadores precisam adotar rotinas de prevenção, gestão administrativa e medidas de saúde no trabalho externo
O aumento das temperaturas amplia os riscos para quem exerce atividades expostas ao sol. Setores como construção civil, agricultura, manutenção urbana, coleta de resíduos e vigilância concentram parte relevante desses trabalhadores. Diante desse cenário, a HRCA Consultoria reforça a necessidade de práticas preventivas, cumprimento de normas e organização administrativa para reduzir impactos à saúde.
De acordo com Raphael Martines, diretor da consultoria, a exposição contínua ao sol eleva a incidência de desidratação, insolação, queimaduras e exaustão térmica. Segundo ele, a gestão desse risco exige planejamento permanente e protocolos claros. As empresas, afirma, precisam estruturar condições que preservem a integridade dos trabalhadores durante o período de calor mais intenso.
Equipamentos de proteção contra o sol
Inicialmente, as empresas devem fornecer gratuitamente itens compatíveis com as atividades realizadas sob sol. Entre eles estão chapéus ou bonés com aba, óculos com proteção UV, vestimentas adequadas e protetor solar. Esses insumos fazem parte das medidas básicas de prevenção e precisam ser utilizados corretamente pelos trabalhadores.
Além disso, o fornecimento deve ser contínuo, com reposição adequada e orientação sobre uso, conforme as rotinas operacionais de cada atividade.
Hidratação e pausas durante o trabalho
Em seguida, o acesso à água potável e a definição de pausas regulares tornam-se medidas indispensáveis para quem atua exposto ao sol. Em dias de calor intenso, a organização do trabalho deve considerar intervalos para descanso e hidratação, reduzindo a sobrecarga térmica.
Para isso, é necessário ajustar escalas e fluxos operacionais, especialmente nos horários de maior incidência solar.
Organização do ambiente e das tarefas
Sempre que possível, recomenda-se adotar medidas de controle ambiental. A criação de áreas sombreadas, o rodízio de atividades e o planejamento de tarefas mais intensas para períodos de menor exposição ao sol contribuem para reduzir riscos à saúde.
Essas ações exigem alinhamento entre gestão, supervisão e trabalhadores, garantindo que a operação se mantenha funcional sem comprometer a segurança.
Orientação e treinamento dos trabalhadores
Outro ponto relevante envolve capacitação. Os trabalhadores precisam receber orientações para reconhecer sinais de desidratação, insolação e exaustão térmica, além de instruções sobre o uso correto dos equipamentos fornecidos.
O treinamento também deve abordar práticas preventivas e procedimentos internos, reforçando a importância do cumprimento das orientações operacionais em ambientes expostos ao sol.
Exposição ao sol no mercado de trabalho brasileiro
Um estudo publicado em 2025, intitulado Prevalência da Exposição à Radiação Solar em Trabalhadores no Brasil, indica que 23,5% dos trabalhadores do país exercem atividades sob radiação solar direta. O dado evidencia a dimensão do tema e reforça a necessidade de gestão preventiva, sobretudo durante o verão, quando a intensidade do sol aumenta.
Segundo Martines, o período exige atenção redobrada das empresas. Para ele, seguir protocolos administrativos de segurança reduz riscos e contribui para a continuidade das operações.
Responsabilidade compartilhada na prevenção
Por fim, a prevenção depende de uma atuação conjunta. Cabe às empresas estruturar rotinas seguras e fornecer insumos adequados. Aos trabalhadores, compete utilizar corretamente os equipamentos, seguir as orientações recebidas e comunicar qualquer sinal de desconforto térmico relacionado ao sol.
Essa combinação de responsabilidades fortalece a gestão de riscos e reduz a ocorrência de problemas de saúde no trabalho externo.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



