Do Micro Ao Macro

Sabores do Brasil: experiência sensorial e gastronomia na COP30

A gastronomia brasileira marca presença na COP30 com cafés especiais, cachaças amazônicas e produtos sustentáveis que fortalecem pequenos negócios da bioeconomia.

Sabores do Brasil: experiência sensorial e gastronomia na COP30
Sabores do Brasil: experiência sensorial e gastronomia na COP30
”Este espaço é agradável e importante para a bioeconomia”, destacou o indígena venezuelano Manuel Aray | Fotos: Wesley Santos Gastronomia e cafés especiais
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A gastronomia marca presença na Green Zone da COP30, em Belém, com a experiência criada pelo Sebrae para apresentar cafés especiais, bebidas amazônicas e alimentos sustentáveis. O estande reúne sabores de diferentes biomas e atrai visitantes interessados em conhecer produtos de pequenos negócios.

Logo depois, a degustação de cafés com Identificação Geográfica se tornou uma das atividades mais procuradas.

Gastronomia e cafés especiais

A ação é conduzida pela pequena empresa Mundo Café, de Uberlândia, que reúne grãos do Cerrado Mineiro, Amazônia, Sudeste e Nordeste. A empreendedora Paula Dulgheroff explica que o público percebe diferenças claras de sabor e aroma entre as regiões. Cerca de 1,5 mil copinhos são servidos por dia.

O indígena venezuelano Manuel Aray elogiou a possibilidade de experimentar cafés produzidos por povos indígenas de Rondônia. O administrador Jorge Tadeu Souza também aprovou cafés indicados por amigos. O defensor público Walter Moreira testou um café da Serra do Caparaó e destacou a importância do acesso gratuito à bebida especial.

Bioeconomia na vitrine do estande

O espaço do Sebrae apresenta cachaça de jambu, mel, cajuína, cachaças de alambique, cafés regionais e vinho de açaí. O ex-governador do Amapá João Capiberibe visitou o estande e acompanhou a exposição dos vinhos de açaí produzidos por sua empresa, Amazônia Forever. Ele relatou que o empreendimento nasceu de parceria com Sebrae e Embrapa.

Capiberibe explicou que a produção fortalece toda a cadeia do açaí e amplia a renda de famílias extrativistas. Ele destacou o trabalho do peconheiro, que colhe o fruto e sustenta a base produtiva.

Produtos sustentáveis atraem visitantes

O público também busca alimentos amazônicos com baixo teor calórico. O recepcionista Daniel Silva e a esteticista Gabriele Oliveira encontraram açaí liofilizado, granola de tapioca e doce de cupuaçu sem açúcar. Eles destacaram a variedade de produtos disponíveis.

A gastronomia apresentada une identidade territorial e sustentabilidade. O estande se mantém entre os mais visitados da Green Zone e reforça o papel dos pequenos negócios na bioeconomia brasileira.

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