Do Micro Ao Macro
Retenção de talentos é prioridade para maioria das empresas em 2026
Levantamento do Wellhub mostra que bem-estar dos funcionários passou a fazer parte do planejamento de retenção e desempenho.
Empresas apontam a retenção de talentos como prioridade para 2026. É o que mostra o relatório ROI do Bem-Estar 2026, produzido pelo Wellhub, que ouviu líderes de recursos humanos sobre os planos para o próximo ano. Segundo o levantamento, 88% das companhias colocam a retenção dos profissionais de melhor desempenho no topo da lista de prioridades.
Assim, o cenário reúne pressão por produtividade, aumento de rotatividade e disputa por profissionais de alto desempenho. O desafio das empresas deixa de ser apenas atrair pessoas e passa a incluir mantê-las entregando resultado dentro de um ambiente de trabalho exigente.
Portanto, o que antes era tratado como parte de benefícios passa a integrar o planejamento de retenção dentro da gestão de pessoas.
Bem-estar ganha espaço no RH
De acordo com o estudo, 85% dos líderes de RH afirmam que programas de cuidado com os funcionários ajudam a reter talentos de alto desempenho. Outros 82% dizem que essas iniciativas sustentam o desempenho desses profissionais ao longo do tempo, e 83% apontam impacto no engajamento.
Retenção muda forma de pensar performance
Para Andre Purri, CEO da Alymente, há uma mudança na forma como as empresas leem performance. “O que se observa é uma mudança de paradigma. O desempenho sustentável depende cada vez mais de condições estruturais de bem-estar, além da cobrança por resultado”, afirma Purri.
Profissionais buscam além do salário
Segundo Purri, profissionais de alto desempenho respondem a incentivos financeiros e também à qualidade das condições oferecidas para manter produtividade ao longo do tempo. “Profissionais de alto desempenho respondem a incentivos financeiros e à qualidade das condições oferecidas para manter produtividade ao longo do tempo”, diz Purri.
Engajamento segue junto da retenção
Os números do Wellhub indicam que retenção e engajamento passam a andar juntos dentro das empresas, sem tratamento separado. Em vez de ações pontuais, companhias passam a estruturar o bem-estar dentro de um planejamento amplo de performance organizacional, o que reforça a retenção como parte do dia a dia da gestão de pessoas.
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