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Retenção inteligente: 6 passos de como definir o que guardar de dados, por quanto tempo e por quê

Especialista explica como decidir o que guardar, por quanto tempo e por quê, reduzindo custos e riscos de vazamento nas empresas.

Retenção inteligente: 6 passos de como definir o que guardar de dados, por quanto tempo e por quê
Retenção inteligente: 6 passos de como definir o que guardar de dados, por quanto tempo e por quê
Contadores precisarão unir dados, comunicação e finanças para enfrentar os novos desafios
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Em muitas empresas, a retenção de dados virou hábito automático: se há espaço de armazenamento, os arquivos permanecem guardados por tempo indeterminado, mesmo sem uso. A prática contraria um dos princípios da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que limita a conservação de dados pessoais ao período necessário para cumprir a finalidade que motivou a coleta.

Quanto maior o volume de dados guardados sem necessidade, maiores os custos de gestão, os riscos de vazamento e a exposição a sanções regulatórias.

Por isso, especialistas em privacidade defendem a retenção inteligente: prática de estabelecer critérios claros sobre o que deve ser mantido, por quanto tempo e por qual motivo. Trata-se de uma forma de governança que reduz riscos, organiza processos e reforça a conformidade com a legislação.

Ricardo Maravalhas, CEO e fundador da DPOnet, afirma que a retenção de dados deve ser uma decisão deliberada da empresa, e não um reflexo da cultura de acumular informações. Segundo ele, quando a empresa sabe o que possui, por que mantém esses dados e quando devem ser eliminados, ela reduz riscos, reduz custos e melhora sua maturidade em privacidade.

Mapeie os dados armazenados

O primeiro passo é conhecer o patrimônio de informações da empresa. Isso significa levantar os dados guardados em sistemas, planilhas, documentos físicos, e-mails, backups e demais repositórios, identificando quais são pessoais, onde estão, quem tem acesso e qual finalidade levou à coleta. Sem esse diagnóstico, não há como definir critérios de retenção.

Defina a finalidade da retenção

Todo dado guardado precisa de um motivo para continuar existindo. Vale avaliar se ele ainda é necessário para cumprir um contrato, atender a uma obrigação legal ou fiscal, resguardar direitos em processos judiciais ou manter um serviço em andamento. Quando a finalidade se encerra e não há outra base legal que justifique a manutenção, o dado deve ser descartado de forma segura.

Estabeleça prazos de retenção

Nem toda informação precisa ficar guardada pelo mesmo tempo. Uma tabela de retenção, construída a partir de prazos legais, prazos prescricionais, normas regulatórias e necessidades do negócio, evita que documentos fiquem arquivados de forma indefinida só por falta de critério.

Automatize o ciclo de vida dos dados

Controlar prazos manualmente aumenta a chance de falhas e esquecimentos. Ferramentas capazes de emitir alertas, arquivar documentos automaticamente, eliminar registros ao fim do prazo e registrar cada ação tornam o processo mais eficiente e reduzem erros humanos.

Revise a política de retenção

A gestão de dados muda com o tempo. Novas leis, alterações regulatórias e mudanças nos processos internos podem afetar os prazos já definidos. Por isso, a política de retenção precisa de revisão periódica, para seguir alinhada às necessidades da empresa e aos princípios da LGPD.

Pense além da simples exclusão

Uma política de retenção bem estruturada vai além de apagar arquivos. Ela permite manter apenas o que é necessário, reduzir custos de armazenamento e reforçar a segurança da informação. Guardar menos, com critério, tende a pesar a favor da empresa no cumprimento da LGPD e na proteção dos dados de clientes e usuários no longo prazo.

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