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Squads que entregam resultados: 7 métricas que realmente importam

Levantamento do Google Cloud com a DORA aponta indicadores que ajudam líderes a prever entregas e reduzir retrabalho nas equipes de tecnologia.

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A produtividade das equipes de tecnologia deixou de ser medida por horas trabalhadas ou volume de tarefas concluídas. Um levantamento do Google Cloud em parceria com a DORA (DevOps Research and Assessment) mostra que squads de desempenho elevado se destacam pela qualidade, previsibilidade e velocidade das entregas, não pelo tempo de dedicação ao trabalho.

Segundo o estudo, empresas com melhores indicadores de engenharia lançam mudanças com mais frequência, recuperam incidentes em menos tempo e reduzem falhas na produção. Os números reforçam uma mudança de perspectiva sobre como medir o trabalho de times de desenvolvimento.

Ronald Dener, CEO e cofundador da Capyba Software, afirma: “Existe uma diferença importante entre atividade e resultado. Muitas empresas ainda acompanham métricas que mostram o quanto um time está ocupado, mas não necessariamente o quanto ele está gerando de valor real. O que importa é a capacidade de prever entregas, identificar gargalos, reduzir desperdícios e criar um fluxo sustentável de desenvolvimento.”

A seguir, o executivo destaca sete métricas que ajudam companhias a entender o desempenho de seus squads e a estruturar operações mais eficientes.

Tempo de entrega indica produtividade da equipe

Entre as métricas de engenharia de software, o Lead Time indica o tempo entre a criação de uma demanda e sua entrega em produção.

Quanto menor esse intervalo, maior a capacidade de resposta do time às necessidades do negócio. O indicador também aponta gargalos operacionais e etapas burocráticas que afetam o fluxo de trabalho.

Throughput mostra capacidade de entrega

O Throughput mede a quantidade de itens concluídos em um período. Diferentemente de métricas voltadas a esforço individual, ele mostra a capacidade de entrega do squad como um todo.

Assim, líderes usam o indicador para identificar padrões, estimar capacidade futura e aumentar a previsibilidade dos projetos. Equipes maduras aplicam o Throughput para entender o sistema, não para cobrar funcionários.

Retrabalho reduz produtividade e eleva custos

Uma equipe pode parecer produtiva enquanto acumula um problema invisível: o retrabalho. Demandas reabertas, correções frequentes e mudanças de escopo geram desperdício de recursos.

De acordo com o Consortium for Information & Software Quality (CISQ), problemas de qualidade de software geraram custos superiores a US$ 2 trilhões para empresas americanas em um ano. Parte desse impacto está associada ao retrabalho, o que reforça a importância de monitorar esse indicador.

Previsibilidade organiza planejamento do squad

Entregar rápido tem valor, mas cumprir prazos previstos pesa mais no planejamento financeiro e na gestão de produtos.

Squads com previsibilidade elevada reduzem incertezas e melhoram o alinhamento entre áreas técnicas e de negócio. Para várias organizações, esse indicador importa mais do que a velocidade isolada das entregas.

Incidentes testam velocidade de resposta

Falhas fazem parte de qualquer sistema. O que diferencia as equipes é a rapidez de resposta quando elas ocorrem.

O Mean Time to Recovery (MTTR), uma das métricas da metodologia DORA, mede quanto tempo uma empresa leva para restaurar um serviço após um incidente. Reduzir esse tempo diminui impactos financeiros e preserva a experiência dos usuários.

Falhas em produção pedem taxa de sucesso

Lançar funcionalidades rapidamente perde valor quando gera falhas constantes em produção. A taxa de sucesso das entregas mede quantas implementações chegam ao ambiente produtivo sem rollback ou correções emergenciais.

Pela metodologia DORA, organizações de elite combinam alta frequência de deploys com baixas taxas de falha, o que mostra que velocidade e qualidade caminham juntas.

Saúde do squad sustenta produtividade

A produtividade sustentável também depende do comportamento das equipes. Bloqueios recorrentes, acúmulo de tarefas simultâneas e concentração de conhecimento em poucas pessoas costumam indicar risco operacional.

Por isso, empresas passaram a monitorar indicadores de fluxo de trabalho e colaboração entre times, buscando identificar problemas antes que afetem os resultados.

Dados orientam gestão da produtividade

O uso de inteligência artificial e análise contínua de dados vem ganhando espaço na gestão de tecnologia. Ferramentas como a Alffaia, da Capyba Software, reúnem dados operacionais em painéis para líderes e equipes.

Além de organizar boards na própria plataforma, a ferramenta integra-se a sistemas como o Jira, acompanha o fluxo de trabalho automaticamente e aplica inteligência artificial para identificar padrões de comportamento e gargalos operacionais.

Ronald Dener afirma: “Os melhores squads não são aqueles que trabalham mais horas ou executam mais tarefas. São aqueles que conseguem gerar valor de forma consistente e previsível. Quando os dados certos estão disponíveis, líderes deixam de reagir aos problemas e passam a antecipá-los. Com métricas bem definidas, também é possível identificar com mais clareza o trabalho de cada funcionário, tornando os feedbacks mais construtivos e oferecendo insumos para decisões de desenvolvimento e promoções.”

Para o executivo, esse é o caminho para squads de tecnologia sustentarem produtividade em um mercado competitivo.

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