Do Micro Ao Macro
2026 no controle: cinco passos para montar sua primeira planilha financeira e acompanhar gastos
Ferramenta simples ajuda a visualizar receitas e despesas, identificar hábitos de consumo e apoiar decisões para organizar o orçamento em 2026
Com a chegada de um novo ano, a organização das finanças volta ao topo das prioridades pessoais. Dados de uma pesquisa da Serasa mostram que colocar o orçamento em ordem esteve entre as três principais metas dos brasileiros em 2025. Ainda assim, poucos meses depois, só quatro em cada dez pessoas conseguiram manter o planejamento iniciado em janeiro, e montar de uma planilha financeira é o primeiro passo.
Em 2026, esse cenário pode mudar. A adoção de uma planilha financeira simples costuma ser o primeiro passo para transformar intenção em rotina. O controle não exige métodos complexos nem domínio técnico; exige constância e clareza sobre entradas e saídas.
Segundo Ricardo Malaquias, diretor de Estratégia, Cobrança e Operações da Simplic, o maior obstáculo costuma ser a busca por um modelo perfeito. Para ele, começar com uma estrutura básica gera mais resultado do que projetos elaborados que acabam abandonados nas primeiras semanas.
Trate a planilha financeira como painel de controle
Antes de tudo, encare a planilha financeira como uma ferramenta de leitura da sua rotina. Ela deve mostrar com objetividade para onde o dinheiro está indo e onde existem margens de ajuste. O foco é acompanhar quanto entra, quanto sai e quais decisões podem ser revistas.
Registre todas as fontes de renda na planilha financeira
Em seguida, liste todas as entradas de dinheiro. Além do salário fixo, inclua rendimentos eventuais, trabalhos extras e qualquer valor recorrente. Do lado das despesas, registre tudo, inclusive gastos de menor valor.
Malaquias destaca que ignorar pequenas despesas compromete o controle. Quando somados, esses valores costumam representar uma parcela relevante do orçamento mensal.
Organize os gastos por categorias
Depois disso, agrupar despesas facilita a análise. Categorias como moradia, transporte, alimentação e lazer ajudam a identificar padrões de consumo e excessos pontuais. A planilha financeira passa a mostrar com mais clareza onde estão os principais focos de gasto.
Essa organização permite ajustes sem eliminar áreas importantes da rotina, mantendo equilíbrio entre consumo atual e planejamento futuro.
Analise o saldo mensal
Com receitas e despesas registradas, o próximo passo é observar o saldo do mês. A diferença entre entradas e saídas indica se o orçamento está positivo ou negativo. Esse número orienta decisões sobre metas, reserva financeira e reorganização de prioridades.
Quando o saldo fica negativo, a análise por categorias ajuda a localizar vazamentos no orçamento e direcionar correções para o mês seguinte.
Crie o hábito do registro diário
Por fim, a consistência define o resultado. Anotar gastos todos os dias, seja em planilha digital ou bloco de notas, mantém o controle atualizado e evita surpresas no fim do mês. Com o tempo, esse hábito torna o acompanhamento financeiro parte da rotina.
Para quem busca praticidade, modelos prontos de planilha financeira funcionam como ponto de partida e podem ser adaptados conforme a realidade de cada pessoa.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



