Do Micro Ao Macro

Pesquisa mostra quais são os marketplaces favoritos da geração Z

Pesquisa sobre marketplaces mostra como a geração Z escolhe canais de compra, prioriza experiência e deve responder por 20% do consumo global até 2030

Pesquisa mostra quais são os marketplaces favoritos da geração Z
Pesquisa mostra quais são os marketplaces favoritos da geração Z
Levantamento indica que 31% dos consumidores devem comprar por marketplaces na Black Friday; Estudo comparou Amazon, Mercado Livre, Magazine Luiza e Shopee, e explica como escolher a melhor plataforma marketplaces
Apoie Siga-nos no

A geração Z vem redesenhando o consumo digital e pressionando os marketplaces a reverem estratégia, linguagem e tecnologia. Dados da Statista indicam que esse público deve concentrar 20% dos gastos globais até 2030.

No comércio eletrônico, a busca recai sobre experiências rápidas, personalizadas e alinhadas ao comportamento das redes sociais.

Nesse contexto, a preferência por determinados marketplaces está ligada à forma como essas plataformas combinam preço, conveniência e interação. Para consumidores que cresceram conectados, o processo de compra pesa tanto quanto o produto.

Segundo Rodrigo Garcia, diretor-executivo da Petina Soluções Digitais, a geração Z valoriza agilidade e identificação com a plataforma. “Eles querem resolver a compra em poucos cliques e sentir que fazem parte de um ambiente que conversa com seus hábitos digitais”, afirma.

TikTok Shop lidera descoberta

Entre os marketplaces, o TikTok Shop aparece como um dos canais mais associados ao consumo por descoberta. Lives, influência social e integração entre conteúdo e compra aproximam desejo e decisão no mesmo ambiente.

Para Garcia, esse modelo reduz etapas e reforça a compra impulsionada pelo contexto digital. A recomendação social passa a ter peso direto na conversão.

Shopee aposta em engajamento

A Shopee mantém forte adesão entre jovens consumidores. Preços baixos, cupons recorrentes e mecânicas de recompensa dialogam com o uso simultâneo de telas e aplicativos.

Além disso, a presença constante nas redes sociais amplia o alcance e sustenta o engajamento contínuo nos marketplaces.

Shein sustenta apelo pela velocidade

A Shein consolidou espaço ao oferecer variedade e lançamentos frequentes. O modelo responde à busca por novidade constante, ainda que gere questionamentos sobre práticas produtivas.

Segundo o executivo, parte da geração Z já cobra mais clareza sobre processos e impactos, o que influencia decisões futuras nesses marketplaces.

Mercado Livre amplia conexão local

No Brasil, o Mercado Livre vem ganhando tração entre consumidores mais jovens. A logística rápida e o contato com vendedores locais reforçam a confiança.

O sistema de entregas aceleradas aproxima a experiência de grandes plataformas globais, com adaptação ao mercado nacional.

Temu avança pelo preço

A Temu entrou no radar da geração Z com ofertas agressivas e grande diversidade de produtos. A navegação estimula a exploração contínua e compras por impulso.

Para Garcia, a estratégia conversa com o consumo rápido e exploratório que marca o uso dos marketplaces por esse público.

O avanço da geração Z segue pressionando plataformas a integrar entretenimento, logística eficiente e comunicação direta. Nos marketplaces, velocidade e experiência digital definem quem permanece relevante diante de um consumidor que rejeita processos lentos e discursos distantes.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo