Do Micro Ao Macro

Outubro Rosa: reintegração de mulheres no trabalho após tratamentos de saúde

Flexibilidade, apoio emocional e programas de reabilitação ajudam mulheres a retomarem a rotina profissional com mais segurança

Outubro Rosa: reintegração de mulheres no trabalho após tratamentos de saúde
Outubro Rosa: reintegração de mulheres no trabalho após tratamentos de saúde
Suporte emocional, flexibilidade e programas de reabilitação são tópicos essenciais para o bem estar das mulheres que retornam ao trabalho após desafios de saúde
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No mês da campanha Outubro Rosa é ressaltada a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Além da conscientização, a campanha abre espaço para discutir como empresas podem apoiar a saúde das mulheres e facilitar sua reintegração após tratamentos.

Pesquisas mostram que funcionários que se sentem acolhidos tendem a ser mais produtivos.

Um estudo da Gallup revela que empresas que investem no bem-estar de seus funcionários observam um aumento de 21% na produtividade. Além disso, registram uma queda de 41% nas ausências.

Suporte para retorno ao ambiente de trabalho

“Um ambiente acolhedor e compreensivo faz diferença na recuperação e reintegração profissional,” afirma Cleide Cavalcante, Gerente de Comunicação Corporativa da Progic.

Segundo Cleide, é importante que o local de trabalho ofereça suporte adequado para mulheres que enfrentaram o câncer de mama.

Para facilitar o retorno, empresas devem oferecer flexibilidade nos horários, suporte psicológico e programas de reabilitação.

Essas iniciativas não só ajudam as mulheres a retomarem suas atividades com menos dificuldades, mas também contribuem para um ambiente que promove o bem-estar geral da equipe.

Resultados de políticas de saúde no trabalho

Estudos apontam benefícios financeiros para empresas que adotam práticas de saúde e bem-estar.

Uma pesquisa da Harvard Business Review indica que programas focados na qualidade de vida geram um retorno de até 6:1 sobre o investimento.

Em outras palavras, para cada dólar investido, a empresa economiza até seis dólares em custos com saúde e produtividade.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que a promoção da saúde no ambiente de trabalho traz resultados.

Segundo a OMS, essas políticas podem reduzir custos com saúde em até 26% e diminuir as ausências em até 32%.

Exemplos de programas internacionais de bem-estar

O impacto da saúde no ambiente de trabalho é observado em diversos países. Na Suécia, a Volvo implementou um programa que combina atividades físicas e suporte psicológico.

Como resultado, a empresa viu menores taxas de faltas e maior satisfação dos funcionários.

Da mesma forma, no Japão, a Toyota criou um programa de saúde ocupacional que inclui exames médicos regulares e prevenção de doenças crônicas.

Essa iniciativa contribui para um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Apoio psicológico e condutas para colegas de equipe

Além das campanhas de prevenção, empresas precisam de políticas que facilitem o retorno ao trabalho após tratamentos de saúde.

Essas políticas incluem apoio emocional e psicológico, e a criação de um guia de conduta para os colegas de equipe.

Essas medidas promovem um ambiente de trabalho mais acolhedor. “Estruturas adequadas para reintegração de funcionários, com apoio emocional e orientações aos colegas, ajudam a criar um ambiente que apoie a recuperação,” conclui a executiva.

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