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Home office elevou qualidade de vida de 68% em 2025, aponta estudo

Levantamento mostra avanço do trabalho remoto na saúde dos trabalhadores, mas expõe falhas no apoio corporativo à saúde mental

Home office elevou qualidade de vida de 68% em 2025, aponta estudo
Home office elevou qualidade de vida de 68% em 2025, aponta estudo
Estudo mostra que home office elevou a qualidade de vida de 68% dos profissionais em 2025, mas revelou falta de suporte corporativo à saúde mental. home office
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O home office melhorou a qualidade de vida de 67,7% dos profissionais em 2025, segundo levantamento realizado pela Hug, empresa especializada na curadoria e alocação de profissionais de comunicação. Os dados indicam impacto positivo na saúde física e mental da maioria dos trabalhadores.

Além disso, 23,1% dos respondentes relataram efeitos mistos do trabalho remoto, com benefícios acompanhados de desafios, como isolamento social e excesso de jornada. Outros 9,2% apontaram impactos predominantemente negativos associados ao modelo.

Qualidade de vida e decisões de carreira

Segundo o estudo, o home office passou a influenciar diretamente as decisões profissionais. A flexibilidade, a autonomia e a possibilidade de conciliar trabalho e vida pessoal aparecem entre os fatores mais considerados na escolha de uma vaga.

De acordo com Gustavo Loureiro Gomes, fundador e CEO da Hug, a discussão sobre contratação deixou de se restringir à remuneração. Ele afirma que o modelo remoto ganhou peso na atração e retenção de profissionais, ao lado de critérios ligados à organização do trabalho.

Falta de suporte nas empresas

Apesar da avaliação positiva do home office, o levantamento aponta lacunas no apoio oferecido pelas empresas. Segundo os dados, 43,3% dos entrevistados afirmam não receber qualquer suporte corporativo voltado à saúde física ou mental.

Enquanto isso, apenas 34,3% relatam contar com políticas estruturadas nessa área. Outros 22,4% avaliam que o apoio existe de forma parcial, sem cobertura contínua ou definida.

Sintomas psicológicos em alta

O estudo revela ainda um quadro de atenção à saúde emocional. Ao longo do último ano, 83,6% dos profissionais relataram ao menos um sintoma psicológico, como ansiedade, dificuldade de concentração, exaustão, insônia, isolamento social ou depressão.

A ansiedade lidera as queixas, mencionada por 51,5% dos participantes. Em seguida aparecem dificuldade de concentração, com 47%, e sensação de exaustão ou burnout, citada por 39,6%.

Terapia fora do alcance corporativo

O acesso ao acompanhamento psicológico evidencia um descompasso entre demanda e suporte empresarial. Segundo a pesquisa, 50% dos profissionais custeiam a terapia com recursos próprios.

Por outro lado, apenas 11,9% contam com esse benefício oferecido pela empresa. Outros 26,1% afirmam que já realizaram acompanhamento psicológico, mas interromperam o processo. Há ainda 11,9% que nunca buscaram esse tipo de apoio.

Home office e mercado de trabalho

Os dados dialogam com o modelo adotado pela Hug, que prioriza formatos remoto e híbrido. Segundo informações internas da empresa, os salários das vagas intermediadas chegam a ser até 20% superiores aos valores praticados no setor.

Atualmente, a maioria das posições oferecidas pela empresa segue o formato remoto ou híbrido. O prazo médio de contratação varia entre 18 e 25 dias, com expectativa de redução para até 12 dias em 2026, após a adoção de processos seletivos mais curtos.

Grandes empresas adotam novos modelos

O movimento também alcança grandes companhias. No Grupo Boticário, por exemplo, o uso de formatos alternativos de contratação resultou em admissões distribuídas por cerca de 50 áreas, com impacto de 18,2 milhões de reais em salários.

Entre 2024 e 2025, com apoio da Hug, o grupo formalizou a contratação de 12 profissionais que atuavam inicialmente por meio de consultorias externas. McCain, Grupo La Moda e Kwai também integram o conjunto de empresas que vêm adotando modelos semelhantes.

A experiência dessas companhias indica prioridade para alinhamento cultural e acompanhamento contínuo dos profissionais. Como resultado, apenas duas em cada 50 vagas exigiram reposição, com índice de retenção de 96% no período.

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