Do Micro Ao Macro
Geração Z assume protagonismo no trabalho até 2030
Projeções indicam que a geração Z responderá por 58% do mercado de trabalho em 2030, movimento que pressiona empresas a rever práticas internas e prioridades de gestão.
A geração Z deve alcançar 58% da força global de trabalho até 2030, segundo o Fórum Econômico Mundial. Esse avanço altera prioridades empresariais e amplia a disputa por profissionais em um ambiente marcado pela digitalização e por mudanças sociais. O tema guia estratégias de atração e retenção e reforça a necessidade de mapear o que move esse grupo.
Além disso, dados recentes mostram que 28% dos jovens consideram o tratamento justo entre funcionários o principal critério na escolha de um emprego. Em seguida aparecem o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, com 25%, e a responsabilidade social corporativa, com 14%. Esses resultados ampliam a pressão para revisões de práticas internas e políticas de gestão.
Preferências da geração Z
Outros fatores também orientam a relação da geração Z com o trabalho. Agora, 86% dos jovens afirmam que decisões de carreira dependem de oportunidades de desenvolvimento profissional. Eles buscam capacitação contínua, mentorias e planos estruturados.
Em paralelo, 63% valorizam tempo livre remunerado e 61% priorizam horários flexíveis. Modelos híbridos e jornadas adaptáveis, reforçados após a pandemia, permanecem entre as demandas mais citadas por esse grupo.
Impacto nas empresas
A discussão sobre geração Z se torna central nas estratégias corporativas. De acordo com Andre Purri, CEO da Alymente, companhias que desejam preservar competitividade precisam atualizar práticas internas. “O novo perfil de trabalhador exige ambientes inclusivos, lideranças empáticas e compromisso social real. Entender o que move a geração Z já integra a agenda de sobrevivência no mercado”, afirma Purri.
Tendência
Assim, a geração Z passa a influenciar decisões em diferentes áreas das empresas, da gestão de pessoas à organização das jornadas, reforçando o peso de temas como desenvolvimento, flexibilidade e responsabilidade social. A presença crescente dessa geração no mercado coloca as empresas diante de uma disputa por talentos que deve se intensificar até 2030.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
México: marchas da Geração Z crescem após morte de prefeito
Por Deutsche Welle
Dia Mundial da Saúde Mental: geração Z enfrenta solidão e perda de sentido na vida
Por Do Micro ao Macro



