Do Micro Ao Macro

Veja 4 tendências para o mercado de Experiência do Usuário (UX)

Estudos indicam retorno elevado sobre investimento e apontam mudanças na forma como empresas de saúde, varejo e educação projetam interações digitais

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A Experiência do Usuário deve passar por uma nova etapa em 2026, impulsionada pela integração entre Inteligência Artificial e design digital. Dados da plataforma B2B Clutch mostram que 83% dos usuários valorizam sites visualmente organizados e atualizados. Já a Forrester aponta que cada dólar investido em UX pode gerar retorno de até 100 dólares, o equivalente a um ROI de 9.900%.

Além disso, a adoção de IA nas empresas acelerou. Segundo levantamento da McKinsey, o uso de IA na experiência do cliente saltou de 20% em 2020 para 88% em 2025. Esse movimento reposiciona a Experiência do Usuário como parte da infraestrutura tecnológica das empresas.

“A IA e o UX deixaram de ser diferenciais e passaram a compor a base da relação entre pessoas e tecnologia. Em 2026 veremos menos interfaces visíveis e mais interações capazes de interpretar emoções e contexto antes mesmo de o usuário expressar uma demanda”, afirma Guilherme Ferreira, CEO da Atomsix. O executivo atuou por duas décadas com Experiência do Usuário em empresas como Google, Microsoft e Mercedes-Benz.

Segundo ele, a próxima fase envolve design preditivo e sensível ao contexto. “As experiências precisarão antecipar necessidades, respeitar privacidade e manter coerência no contato digital”, diz.

IA emocional na Experiência do Usuário

Primeiramente, a IA emocional deve ganhar espaço. A proposta é interpretar padrões de comportamento, microinterações e sinais contextuais para adaptar linguagem e fluxo das interfaces.

Em aplicativos de saúde, por exemplo, o sistema poderá ajustar mensagens conforme o estado emocional identificado durante a navegação. Assim, a Experiência do Usuário tende a incorporar leitura comportamental em tempo real.

Interfaces autônomas

Em seguida, avançam as interfaces autônomas, descritas como UX autoevolutivo. Nesse modelo, algoritmos testam variações de layout e reorganizam elementos com base em dados de uso.

Dessa forma, a interface passa a se ajustar continuamente, com ciclos automatizados de teste e otimização. O objetivo é reduzir fricções e ampliar conversão sem depender apenas de ajustes manuais de design.

Governança de dados na Experiência do Usuário

Ao mesmo tempo, cresce a pressão por governança de dados. Com a ampliação da IA, empresas terão de demonstrar como utilizam informações pessoais.

Portanto, a Experiência do Usuário precisará incorporar transparência e mecanismos claros de controle. A tendência é que o usuário tenha acesso mais direto às decisões automatizadas e às regras de uso de dados.

UX multimodal e jornada contínua

Por fim, a integração multimodal deve consolidar a jornada digital contínua. A interação tende a combinar voz, visão e contexto de uso.

Assim, um processo iniciado por comando de voz poderá ser continuado no celular e finalizado em um wearable, sem perda de informação. A Experiência do Usuário passa a acompanhar o indivíduo em diferentes dispositivos, mantendo coerência de dados e contexto.

Para Ferreira, setores como saúde, varejo, educação e logística já sentem os efeitos dessa integração entre IA e design. Ele afirma que o diferencial competitivo estará na organização de dados, na maturidade digital das equipes e na conexão entre tecnologia e objetivos de negócio. Em 2026, a Experiência do Usuário deve consolidar esse movimento de integração entre IA, dados e interação contínua.

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