Do Micro Ao Macro
Confira os 5 erros que global workers cometem em entrevistas de TI – e como evitá-los
Especialista aponta erros frequentes de global workers em processos seletivos internacionais e explica como evitá-los para disputar vagas de tecnologia no exterior
A busca por vagas internacionais ampliou a presença de global workers brasileiros em processos seletivos de tecnologia. Impulsionados por salários mais altos, avanço de carreira e trabalho remoto, profissionais de TI passaram a disputar posições em empresas estrangeiras. Ainda assim, falhas recorrentes durante as entrevistas seguem afastando candidatos tecnicamente preparados das contratações.
Segundo Samyra Ramos, country manager da Higlobe, o mercado internacional avalia critérios que vão além do domínio técnico. Para ela, empresas buscam global workers capazes de atuar em ambientes multiculturais, com comunicação clara e adaptação ao contexto do negócio.
A seguir, a especialista lista erros comuns que podem ser evitados por global workers em entrevistas de TI.
Não conhecer a empresa
Antes da entrevista, global workers precisam ir além da leitura institucional. Recrutadores esperam que o candidato compreenda o modelo de negócios, os produtos, o mercado de atuação e desafios recentes. Demonstrar como a experiência técnica pode contribuir para problemas concretos da empresa aumenta a consistência das respostas.
Não fazer perguntas
Durante a entrevista, deixar de perguntar indica falta de preparo. Global workers devem usar esse momento para esclarecer expectativas, cultura organizacional, desafios técnicos e critérios de avaliação. Questionamentos bem formulados mostram interesse pelo trabalho e entendimento do processo seletivo.
Ignorar o fit cultural
Empresas internacionais observam como esses candidatos interagem, colaboram e se adaptam a diferentes estilos de trabalho. O alinhamento cultural influencia a integração em equipes distribuídas e o desempenho no longo prazo. Demonstrar abertura a métodos diversos e rotinas remotas ajuda a reduzir riscos na contratação.
Focar apenas no aspecto técnico
Embora a base técnica seja exigida, global workers precisam explicar decisões e impactos do próprio trabalho. Entrevistadores nem sempre possuem formação técnica. Por isso, traduzir conceitos, justificar escolhas e relacionar soluções aos objetivos do negócio melhora a compreensão e a avaliação do candidato.
Subestimar a comunicação
Em ambientes remotos, a comunicação se torna parte da entrega profissional. Global workers precisam demonstrar clareza ao falar, escuta ativa e domínio do idioma utilizado no processo. Confirmar entendimentos e organizar ideias evita ruídos que comprometem a dinâmica da equipe.
Ao evitar esses erros, global workers ampliam as chances de avançar em processos seletivos internacionais e disputar posições em empresas de tecnologia no exterior.
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