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Onde empreender em 2026: 6 áreas com demanda recorrente e menor custo para começar

Confederação de Jovens Empresários aponta setores com operação mais simples e alerta para custos fixos, concorrência e diferenciação

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Com mais brasileiros planejando empreender em 2026, a definição do setor se tornou uma decisão estratégica logo no início do negócio. A escolha impacta diretamente o custo de entrada, a previsibilidade de demanda e o risco de enfrentar dificuldades financeiras nos primeiros meses de operação.

Segundo a Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE), iniciar um negócio sem avaliar estrutura de custos, concorrência e diferenciação amplia as chances de erro. A entidade acompanha a atuação de jovens empreendedores em diversas regiões do país e observa padrões recorrentes entre negócios que conseguem se manter ativos.

Para Fábio Saraiva, presidente da CONAJE, apostar apenas em preço costuma gerar desequilíbrios. “É necessário projetar custos fixos, considerar juros ainda elevados e entender o nível de concorrência. Negócios que entram no mercado sustentados só pelo preço tendem a enfrentar mais dificuldades”, afirma.

Empreender em serviços essenciais

Ao empreender em áreas ligadas à manutenção, a demanda costuma se manter mesmo em períodos de instabilidade econômica. Consumidores tendem a consertar mais e adiar substituições, o que sustenta a procura por esses serviços.

Entre os exemplos estão elétrica, hidráulica, manutenção predial, reparos em eletrodomésticos e eletrônicos, serviços automotivos, pequenas reformas e atendimentos técnicos.

Alimentação prática sustenta demanda

A busca por refeições prontas e soluções práticas mantém o setor de alimentação em funcionamento constante. Modelos com operação enxuta e controle de custos apresentam menor barreira inicial.

Entram nesse grupo marmitas, cozinhas de pequeno porte, delivery com produção própria e kits de refeições congeladas.

Saúde, bem-estar e cuidados com pets

Serviços relacionados à saúde e ao cuidado pessoal costumam ser priorizados, mesmo com restrições financeiras. O segmento pet segue com procura consistente, impulsionado pelo vínculo dos tutores com os animais.

Os exemplos incluem serviços de estética e cuidado pessoal, fisioterapia, psicologia, terapias, além de banho, tosa e cuidados voltados a animais.

Empreender em educação e qualificação profissional

Cenários de incerteza ampliam a procura por capacitação e desenvolvimento profissional. Cursos voltados à recolocação e aquisição de novas habilidades mantêm fluxo contínuo de alunos.

Nesse grupo estão cursos rápidos, treinamentos técnicos, formação profissional, educação empreendedora e conteúdos voltados ao ambiente digital.

Serviços B2B para pequenos negócios

Negócios que oferecem apoio operacional a outras empresas encontram espaço ao empreender em momentos de ajuste econômico. A demanda cresce quando há necessidade de reduzir custos ou melhorar processos.

Entre os serviços mais buscados estão marketing digital, contabilidade, gestão financeira, gestão administrativa, redes sociais, tráfego pago e automação.

E-commerce de produtos essenciais são bons para empreender

As vendas online seguem avançando e substituindo parte do comércio físico. Produtos de uso recorrente tendem a manter demanda mesmo com variações econômicas.

Incluem-se nessa categoria itens de saúde e bem-estar, produtos para pets, utensílios práticos e itens de reposição.

Antes de investir, Saraiva recomenda uma checagem objetiva. “Quem pretende empreender em 2026 precisa observar demanda, simplicidade operacional e possibilidade de especialização. Estruturas complexas e modismos aumentam o risco logo no início”, afirma.

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