Do Micro Ao Macro

Digitalização impulsiona busca por segurança jurídica em pequenos negócios

Certificados emitidos batem recorde em 2025 e ajudam micro e pequenas empresas a formalizar contratos, admissões e operações sem papel.

Digitalização impulsiona busca por segurança jurídica em pequenos negócios
Digitalização impulsiona busca por segurança jurídica em pequenos negócios
Para 2025, as melhores práticas estarão focadas em segurança da informação, conformidade regulatória e digitalização inteligente digitalização
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Contratos fechados a distância, admissões feitas pela internet e rotinas sem papel já fazem parte do dia a dia de micro e pequenas empresas no Brasil. A digitalização dessas operações trouxe agilidade, mas também abriu uma pergunta que passou a pautar escritórios de contabilidade e departamentos jurídicos: como garantir que esses documentos tenham validade legal.

Duas ferramentas respondem a essa demanda. A assinatura digital formaliza documentos eletrônicos com valor jurídico. Já o certificado digital funciona como identidade eletrônica, usada para autenticar pessoas e empresas em transações online.

Só a Certifica&Co, grupo que reúne as empresas Certifica, Bry e Syngular ID, emitiu mais de 1,15 milhão de certificados para pessoas jurídicas entre janeiro e maio deste ano. O volume mostra que o uso dessas tecnologias deixou de ser exceção entre negócios de menor porte.

Heitor Pires, CEO da Certifica&Co, afirma que a migração das operações para o ambiente digital exige mecanismos que garantam autenticidade, integridade e validade jurídica aos documentos, sem travar a rotina das empresas.

Segundo dados do Sebrae, 4,6 milhões de pequenos negócios abriram as portas entre janeiro e novembro de 2025. Desse total, 77% são microempreendedores individuais, 19% microempresas e 4% empresas de pequeno porte.

Digitalização exige nova identidade jurídica

Grande parte desses negócios nasce direto no ambiente digital, sem passar por uma fase analógica. Por isso, segundo Heitor Pires, a adoção de identificação digital segura funciona como diferencial competitivo desde o primeiro contrato assinado.

Assim, a assinatura e o certificado digitais deixam de ser apenas ferramentas de conformidade e passam a compor a própria operação do negócio.

Nota fiscal deixa de ser porta única

Para boa parte dos empreendedores, o primeiro contato com o certificado digital acontece por exigência fiscal, na emissão de notas. Heitor Pires, CEO da Certifica&Co, pontua que a nota fiscal costuma ser apenas a porta de entrada, e o retorno maior aparece quando a empresa passa a usar a identidade digital para simplificar toda a operação.

Além das notas fiscais, a assinatura digital viabiliza contratos comerciais, acordos com fornecedores, documentos societários e processos de admissão e desligamento de trabalhadores.

Digitalização simplifica rotina de RH

Na área de recursos humanos, contratos de trabalho, acordos coletivos e registros de banco de horas já podem ser assinados digitalmente. No setor administrativo e financeiro, o mesmo recurso permite alterar contratos, contratar crédito, abrir contas empresariais e cumprir obrigações com órgãos públicos sem deslocamento.

Dessa forma, a digitalização passa a alcançar áreas que, até pouco tempo, dependiam quase inteiramente de papel e reconhecimento de firma.

Menos papel, mais tempo para negócio

Entre as vantagens apontadas pelos pequenos empresários está a redução do tempo gasto com burocracia. Heitor Pires, CEO da Certifica&Co, explica que quem toca um negócio resolve várias demandas por dia, entre vendas, entregas e obrigações administrativas, e que a eliminação da impressão e do reconhecimento de firma libera esforço para atividades que geram receita.

Também caem os custos com impressão, transporte de documentos e armazenamento físico. Ainda assim, para o executivo, o ganho mais relevante está na eficiência operacional.

Não existe uma fórmula única para medir o retorno da digitalização, já que ele varia conforme o porte e a rotina de cada empresa, diz Heitor Pires, CEO da Certifica&Co. Segundo ele, os efeitos aparecem distribuídos entre as áreas comercial, financeira, administrativa e de recursos humanos, permitindo que a empresa cresça sem herdar a burocracia dos processos tradicionais.

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