Do Micro Ao Macro

Quatro dicas para o varejo vender mais neste Dia das Mães

Do WhatsApp ao link de pagamento, dados e inteligência artificial, lojistas têm ferramentas para aproveitar a segunda maior data do varejo brasileiro

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O Dia das Mães será disputado em um varejo que já não separa o físico do digital e em que a venda se decide, muitas vezes, dentro de uma conversa no WhatsApp.

Em 2025, o varejo brasileiro registrou crescimento de 6,3% na data em relação ao ano anterior, segundo o Índice Cielo de Varejo Ampliado. As vendas online puxaram o resultado, com alta de 11,8%, enquanto o varejo físico subiu 5,7%. Para 2026, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico projeta que o e-commerce mantenha expansão acima de 10% no período.

O consumidor que vai comprar o presente da mãe abre o aplicativo no ônibus, compara preços, passa pela vitrine do shopping e fecha a compra pelo link que chegou por mensagem. O canal não define mais o comportamento, o comportamento define o canal.

Para Marília Prado, diretora Comercial da Cielo, o lojista chega a 2026 com as ferramentas disponíveis. O desafio é outro. “O cliente que compra o presente de Dia das Mães não tem paciência para fricção. Se o vendedor responde pelo WhatsApp, mas pede para abrir o site para pagar, ele troca de loja. Se a entrega atrasa um dia, ele não volta no Natal. Vender nessa data virou um exercício de sincronia”, afirma.

Com base em pesquisas recentes da Cielo com o varejo brasileiro, a executiva aponta quatro movimentos práticos para o Dia das Mães 2026.

WhatsApp vende, mas o pagamento ainda sai da conversa

Pesquisa da Cielo em parceria com a Expertise, com 203 varejistas que atuam com e-commerce no Brasil, mostra que 95% dos lojistas já usam o WhatsApp como canal de vendas. Para 55% deles, o aplicativo é o principal canal digital. O problema é que boa parte dessas conversas ainda termina num pedido para o cliente “entrar no site para finalizar”.

“É quebrar a venda quando ela está decidida. Soluções como o link de pagamento com autenticação 3DS resolvem isso: fecham a compra dentro da própria conversa, com a mesma segurança de um e-commerce tradicional”, diz Marília.

IA generativa sai do experimento e entra na operação

Levantamento da Cielo com 210 comerciantes de todas as regiões do país aponta que 49% dos varejistas veem a inteligência artificial generativa como a tecnologia de maior impacto nos negócios nos próximos cinco anos. No Dia das Mães 2026, com janela de decisão curta e volume alto, a IA vai para a linha de frente: recomendação personalizada, atendimento automatizado por WhatsApp, antecipação de demanda.

“A IA virou ferramenta de quem precisa vender mais sem aumentar a equipe. No Dia das Mães, é ela que ajuda o lojista a sugerir o presente certo para o cliente certo, quando ele está pronto para comprar”, avalia a executiva.

Dados já estão no varejo, mas falta quem os leia

O mesmo levantamento mostra que 73% dos varejistas brasileiros já usam dados na operação. Vendas, marketing e experiência do cliente são as áreas que mais se apoiam em informação para decidir. O gargalo aparece na estrutura: apenas 47% têm uma pessoa ou equipe dedicada à análise.

“Quem entra no Dia das Mães olhando histórico de compra, mix de produtos do ano passado e curva de preço da concorrência sai na frente. Quem entra no escuro disputa preço e margem com quem já está olhando o painel”, destaca Marília.

Segurança no pagamento deixa de ser freio e vira parte da experiência

Segundo a pesquisa Cielo sobre e-commerce, 63% dos lojistas preferem adicionar camadas de validação e prevenção a fraudes no pagamento, mesmo que isso gere pequenas fricções, a correr o risco de chargeback. Para Marília, o dado revela um amadurecimento do setor.

“Tecnologias como 3DS, tokenização e modelos de risco baseados em machine learning rodam em segundo plano. Quando bem aplicadas, o cliente nem percebe que existem, mas são elas que evitam o prejuízo que vem depois da festa. Em um Dia das Mães, com vendas concentradas em poucas horas, é essa camada silenciosa que permite vender com volume sem abrir brechas”, conclui a executiva.

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