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Especialistas explicam como iniciar na profissão de barbeiro

Da escolha do curso ao primeiro emprego, profissionais do setor explicam o que o mercado exige de quem decide investir na barbearia como carreira

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O mercado de barbearia segue em expansão no Brasil, e a profissão de barbeiro atrai quem quer uma carreira com demanda garantida e espaço para empreender. A dúvida de quem começa, porém, costuma ser a mesma: por onde entrar?

A resposta dos especialistas é que antes de montar o kit de ferramentas, deve-se iniciar pelo conhecimento. A formação técnica estrutura o aprendizado, apresenta os equipamentos no contexto correto e prepara o profissional para além do que acontece na cadeira.

Curso antes do kit

Nos programas de formação, o contato com máquinas, tesouras e navalhas acontece de forma progressiva e orientada. O Instituto Embelleze, rede de ensino profissional presente em toda a América Latina, é um dos principais caminhos para quem decide entrar na área.

Segundo Aline Augusto, diretora de marketing, inovação e pedagógica da instituição, a grade vai além do manuseio de ferramentas. “Os alunos aprendem a usar corretamente cada equipamento e recebem formação em empreendedorismo, atendimento ao cliente, inteligência emocional, gestão de redes sociais e higienização dos materiais”, afirma.

O que o profissional precisa dominar

Lucas Cavalcanti, conhecido como Caval, é ex-aluno do Instituto Embelleze e referência nacional no setor. Para ele, o kit básico de um barbeiro inclui máquina de corte, tesoura, navalha, pentes e produtos, mas o domínio sobre esses itens é o que define a qualidade do trabalho.

“Os equipamentos não fazem o barbeiro. O que realmente faz diferença é saber usar bem o que se tem em mãos. Com uma boa máquina e uma tesoura de qualidade, já é possível executar a maioria dos cortes básicos, desde que o profissional tenha domínio técnico”, diz Caval.

Na parte técnica, o aprendizado passa por divisão do cabelo, controle de altura e inclinação da máquina, linhas de corte e técnicas de transição, incluindo o degradê, um dos serviços mais pedidos nas barbearias hoje.

Atendimento e visagismo desde o início

Ouvir o cliente, interpretar o que ele pede e alinhar expectativas são habilidades trabalhadas desde as primeiras aulas. O visagismo entra cedo na formação, como ferramenta para orientar decisões que o próprio cliente ainda não sabe tomar.

“Não se trata apenas de executar o que o cliente pede, mas de saber orientar. Pequenas adaptações podem fazer toda a diferença no resultado final, considerando formato de rosto, estilo de vida e personalidade”, explica Caval.

Rotina e postura como parte da carreira

Organização de agenda, pontualidade e cuidado com a própria imagem são fatores que ajudam o barbeiro a se posicionar desde o início. Em um setor competitivo, esses elementos pesam tanto quanto a técnica na hora de conquistar e manter clientes.

À medida que o profissional evolui, o kit de ferramentas também cresce. Novos acessórios, máquinas mais específicas e produtos diferenciados entram gradualmente, de acordo com a demanda e o nível de desenvolvimento técnico. Essa progressão evita gastos desnecessários logo na largada.

Formação como diferencial do barbeiro

Para Aline Augusto, o conhecimento é o que separa quem apenas começa de quem se estabelece no mercado. O barbeiro em formação ainda constrói repertório técnico, desenvolve sensibilidade estética e aprende a se relacionar com diferentes perfis de clientes.

“Em um mercado em expansão, impulsionado pela valorização do autocuidado masculino, a barbearia se consolida como uma oportunidade real de geração de renda e crescimento profissional”, afirma a diretora do Instituto Embelleze.

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