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CNI pede ao governo avanço nas negociações com EUA após redução das tarifas recíprocas

Mudança dos EUA remove tarifas de 10% para 238 itens agrícolas, enquanto 76 produtos brasileiros seguem sujeitos à cobrança extra de 40%

CNI pede ao governo avanço nas negociações com EUA após redução das tarifas recíprocas
CNI pede ao governo avanço nas negociações com EUA após redução das tarifas recíprocas
Donald Trump exibe documento que oficializou o 'tarifaço', em 2 de abril de 2025. Foto: Andrew Harnik / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP CNI pede ao governo avanço nas negociações com EUA após redução das tarifas recíprocas
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A retirada das tarifas de 10% aplicada pelos Estados Unidos a 238 produtos agrícolas reacendeu o alerta da indústria brasileira. A alteração beneficia exportadores de vários países, mas mantém o Brasil diante das tarifas extras de 40% que incidem sobre a maior parte dos produtos enviados ao mercado americano. A CNI afirma que o governo deve acelerar as negociações para evitar perda de participação nas exportações.

Segundo Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria, a diferença imposta ao Brasil cria vantagens para concorrentes livres dessas tarifas. Para ele, a busca por um acordo precisa ganhar ritmo para restabelecer condições de competitividade.

Impacto das tarifas

A análise da CNI indica que os 238 itens beneficiados abrangem carnes, café, hortaliças, cera de carnaúba, frutas cítricas, fertilizantes e químicos agrícolas. O Brasil exportou 80 desses produtos no último ano.

Em seguida, a entidade aponta que esses 80 itens somaram US$ 4,6 bilhões em vendas em 2024, o equivalente a 11% do total exportado pelo Brasil aos Estados Unidos. Café não torrado, suco de laranja, carne bovina e frutas lideram o grupo.

Mesmo assim, só quatro produtos brasileiros passam à isenção total: três tipos de suco de laranja e castanha-do-pará. Os demais 76 seguem submetidos às tarifas de 40%, entre eles café não torrado, cortes de carne bovina e cera de carnaúba.

Itens estratégicos

A CNI ressalta que a retirada das tarifas de 10% não altera a Ordem Executiva 14.323, responsável por manter a cobrança extra de 40% direcionada ao Brasil.

Além disso, o governo americano atualizou o anexo Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners, documento que define códigos aptos a futuras revisões de tarifas e indica espaço para novas tratativas entre os dois países.

A CNI avalia que o peso das tarifas atuais pressiona as exportações brasileiras e reforça a urgência de avançar nas negociações com Washington.

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