Do Micro Ao Macro
Certificações ambientais: as 10 mais buscadas e o que dizem sobre o avanço do ESG no Brasil
Levantamento da Bulbe Energia analisa 12 meses de buscas e aponta LEED e AQUA no topo, com volume médio de 123 mil pesquisas mensais no país
As certificações ambientais nunca foram tão procuradas pelos brasileiros. Um levantamento da Bulbe Energia, fornecedora de energia solar por assinatura, analisou o volume de buscas por selos de sustentabilidade no Google Brasil entre março de 2025 e fevereiro de 2026 e encontrou uma média de 123 mil pesquisas mensais por termos como LEED, AQUA, PROCEL e outros correlatos.
O número reflete uma mudança de postura no setor corporativo. Em 2025, 75% das empresas de médio e grande porte no Brasil já apresentavam perfil qualificado em práticas sustentáveis, segundo pesquisa da Amcham. O interesse pelas certificações, portanto, deixou de ser pontual e passou a integrar a agenda de negócios de forma mais ampla.

LEED e AQUA lideram as buscas
Entre os mais de 30 selos atribuíveis no Brasil, dez apresentaram volume consistente de buscas ao longo do período analisado. No topo do ranking aparecem a LEED e a AQUA, ambas ligadas à construção civil e a padrões de eficiência em edificações.
A LEED se destaca pelo reconhecimento internacional, presente em 143 países, e pela capacidade de atrair investidores. A certificação se divide em quatro níveis, de acordo com a pontuação do projeto: certificado, prata, ouro e platina. Já a AQUA compartilha o foco em construção sustentável, mas acrescenta critérios de conforto dos ocupantes, como bem-estar térmico, visual e acústico.
Os títulos são emitidos por entidades acreditadas pelo Inmetro, e sua manutenção depende da continuidade das práticas sustentáveis dentro dos negócios.
As 10 certificações ambientais mais buscadas
Além de LEED e AQUA, o levantamento identificou outros oito selos com presença relevante nas buscas. Cada um atende a setores e exigências específicas:
O FSC valida empresas do segmento florestal que adotam política de regeneração natural, garantia de direitos trabalhistas e manejo responsável. O PROCEL certifica a eficiência energética de produtos, serviços e empresas, sendo usado como critério em licitações públicas. O SASSMAQ é um selo específico para transporte e logística de produtos químicos, com auditoria periódica e controle rigoroso de impactos ambientais.
O Selo Verde funciona como reconhecimento amplo de prática sustentável, englobando outras certificações como PROCEL e FSC. O IBD padroniza a produção agrícola e industrial de orgânicos e agroecológicos, com auditoria de manejo e rotatividade de culturas. O RenovaBio é uma política pública de incentivo à redução de gases poluentes e à produção de biocombustíveis, permitindo a geração de créditos de descarbonização comercializáveis no mercado financeiro.
O IMAFLORA certifica empresas que conciliam sociobiodiversidade em cadeias produtivas agropecuárias. Por fim, o SGA, também conhecido como ISO 14001, orienta a construção de uma política de sustentabilidade em diferentes instâncias do setor corporativo.
Energia solar como atalho para o selo verde
As certificações ambientais vão além do apelo reputacional. Dentro dos parâmetros do ESG, elas facilitam o acesso a créditos verdes, reduzem riscos jurídicos e contribuem para a eficiência operacional das empresas.
Nesse caminho, a energia solar aparece como uma das ferramentas mais diretas para atender aos critérios exigidos por selos como PROCEL e SGA. A transição para fontes limpas reduz custos com energia elétrica e aproxima o negócio das exigências de sustentabilidade que essas certificações cobram, reforçando o posicionamento das empresas dentro da agenda ESG.
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