Do Micro Ao Macro

Quer trabalhar com dados? Conheça 5 carreiras que devem ganhar força

Da engenharia de dados à inteligência artificial aplicada, levantamento aponta as profissões que concentrarão as melhores oportunidades no mercado

Quer trabalhar com dados? Conheça 5 carreiras que devem ganhar força
Quer trabalhar com dados? Conheça 5 carreiras que devem ganhar força
A LGPD protege dados sensíveis, mas não avança sobre o direito de propriedade – Imagem: iStockphoto
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O mercado de trabalho ligado a dados não para de se expandir, e 2026 deve aprofundar essa tendência. Um levantamento da Alura, plataforma de educação em tecnologia, mapeou as carreiras de dados com maior potencial de crescimento no próximo ano, com base no comportamento de busca e no consumo de cursos ao longo de 2024. O resultado aponta para profissões que combinam análise, aplicação prática de inteligência artificial e capacidade de conectar informação a decisões de negócio.

O cenário tem respaldo em outros indicadores. Pesquisa do Infojobs projeta que, em 2026, vagas que exigem familiaridade com IA estarão distribuídas por dezenas de funções, incluindo cargos técnicos, criativos, comerciais e administrativos. A inteligência artificial deixou de ser um campo isolado e passou a integrar a infraestrutura de setores inteiros, o que amplia a demanda por profissionais que saibam operar nesse ambiente.

Segundo David Neves, gerente de Conteúdo Educacional da Alura, cinco frentes profissionais devem concentrar as principais oportunidades do período.

Engenharia de dados

A engenharia de dados responde por coletar, organizar e disponibilizar grandes volumes de informação com qualidade e segurança. É ela que sustenta ambientes cada vez mais complexos e garante que modelos de análise funcionem de forma confiável. Sem essa base, qualquer iniciativa de inteligência artificial perde consistência antes mesmo de sair do papel.

Governança de dados

Menos visível, mas cada vez mais valorizada, a governança de dados estrutura políticas, padrões e processos que asseguram qualidade, segurança e confiabilidade das informações dentro das empresas. À medida que organizações precisam justificar decisões com transparência e reduzir riscos regulatórios, o papel do especialista em governança deixa de ser opcional e passa a sustentar qualquer iniciativa orientada a dados ou IA.

Engenharia de analytics

Essa carreira surgiu para resolver um problema recorrente: dados inconsistentes, métricas desalinhadas e baixa confiança nos números que chegam às lideranças. O profissional de analytics atua na padronização e organização das métricas, garantindo que diferentes áreas da empresa operem com a mesma referência analítica. O resultado prático é menos ruído nas decisões e mais agilidade na leitura dos resultados.

Engenharia de machine learning

A engenharia de machine learning conecta o que foi desenvolvido em laboratório ao que de fato opera em produção. É esse profissional quem transforma modelos criados por cientistas de dados em soluções integradas a produtos, sistemas e processos, com monitoramento contínuo e geração de valor real para o negócio. A distância entre um modelo que funciona num ambiente controlado e uma solução que roda em escala costuma ser grande, e é aqui que essa carreira atua.

Engenharia de IA

A engenharia de inteligência artificial desponta como a evolução mais recente das carreiras de dados. O profissional é responsável por arquitetar, implantar, monitorar e aprimorar soluções que integram machine learning, modelos de linguagem e agentes de IA aos produtos e processos das empresas. Se a engenharia de dados prepara o terreno ao estruturar e assegurar a qualidade das informações, a engenharia de IA constrói a camada de inteligência sobre essa base.

O perfil que o mercado está contratando

As carreiras de dados passam por um redesenho relevante. O profissional deixa de atuar apenas como executor técnico e assume um papel mais amplo, conectando tecnologia, contexto de negócio e julgamento humano.

Para Neves, a inteligência artificial amplia a responsabilidade e o alcance desses especialistas. “O foco passa a ser assegurar consistência, qualidade e uso responsável das informações, especialmente em ambientes cada vez mais automatizados”, afirma.

Do ponto de vista técnico, o especialista da Alura aponta que conhecimentos em SQL, modelagem, engenharia de pipelines e análise de métricas seguem sendo referências. Mas o mercado vai além da ferramenta. “O mercado valoriza profissionais que entendem o contexto por trás dos números e sabem explicar impactos, trade-offs e decisões”, diz Neves.

A demanda por essas carreiras de dados segue aquecida, mas com critérios mais exigentes. “Em um ambiente cada vez mais automatizado, destacam-se aqueles que combinam base técnica, pensamento crítico e compreensão do impacto do seu trabalho no negócio”, afirma o especialista.

Para quem pensa em entrar na área, Neves sugere começar resolvendo problemas reais, mesmo em pequena escala, e aprender a relacionar dados às decisões do dia a dia. “Dados não são um campo restrito a especialistas em exatas, mas a profissionais capazes de interpretar contextos, fazer boas perguntas e gerar impacto a partir da informação”, conclui.

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