Do Micro Ao Macro
Mercado de assinaturas avança no Brasil com novos produtos de IA, nuvem, pet e alimentação; veja os rankings
Levantamento mostra queda no público que só assina streaming, alta em nuvem, pet e inteligência artificial, e maior atenção do consumidor ao preço.
O mercado de assinaturas no Brasil ganha novas frentes de consumo. Categorias como inteligência artificial, armazenamento em nuvem, alimentação e produtos para pets registram alta adesão entre os brasileiros, aponta um levantamento sobre hábitos de pagamento recorrente realizado entre junho e julho deste ano.
Streaming de vídeo segue à frente, presente na rotina de 79% dos consumidores com assinaturas digitais. Mas a distância para os novos formatos diminui: 43% já pagam por serviços de nuvem, 42% por aplicativos de comida e 34% por ferramentas de inteligência artificial.
Fonte: Vindi Opinion Box
Ração e produtos para pets aparecem entre os itens físicos mais assinados, ao lado de livros e publicações impressas. O resultado reforça um movimento de dispersão do consumo recorrente para além do entretenimento digital.
Para a Vindi, plataforma de pagamentos que assina o estudo em parceria com a Opinion Box, o comportamento reflete uma mudança na relação do consumidor com os serviços por assinatura. Monisi Costa, head de Pagamentos da Vindi, afirma: “Os consumidores estão mais familiarizados com pagamentos recorrentes, experimentam novos formatos de conteúdo, acompanham lançamentos e incorporam diferentes serviços ao seu dia a dia, seja para lazer ou ferramenta de trabalho, como vemos com a Inteligência Artificial”.
Assinaturas avançam para novas categorias
Além do consumo de conteúdo, os brasileiros elevam o volume de assinaturas ligadas à rotina. Música e podcasts chegam a 55% de adesão, enquanto cursos online somam 33%. Ao mesmo tempo, contas fixas do dia a dia, entre elas internet, energia elétrica e telefone pós-pago, seguem entre os pagamentos recorrentes de mais de 87% da população.
Fonte: Vindi Opinion Box
Cartão segue à frente do pix
Entre as formas de pagamento, o cartão de crédito mantém a liderança, escolhido por 65% dos consumidores. O pix aparece em segundo lugar, com 16%, patamar próximo ao dos anos anteriores.
Monisi explica que a mudança segue em curso: “O cartão de crédito ainda mantinha até pouco tempo uma vantagem estrutural por permitir cobranças subsequentes sem ação do consumidor, o que pode ter segurado um pouco esse avanço do pix. Essa dinâmica muda com o pix automático, que automatiza essa cobrança, a partir de uma única autorização do consumidor”.
Fonte: Vindi Opinion Box
Orçamento com assinaturas sobe de patamar
O valor mensal destinado a assinaturas também sobe. Em 2026, 29% dos brasileiros gastam entre R$ 51 e R$ 100 por mês, e outros 29% desembolsam entre R$ 101 e R$ 200. A fatia que investe entre R$ 201 e R$ 500 passou de 11%, em 2024, para 17% neste ano.
Ao mesmo tempo, cai a proporção de quem gasta até R$ 50 por mês, de 27% em 2024 para 19% em 2026. Mulheres e consumidores das classes A e B concentram os maiores tíquetes: 23% delas e 40% deles pagam mais de R$ 200 por mês em assinaturas.
Fonte: Vindi Opinion Box
Preço motiva maior parte dos cancelamentos
A insatisfação com o serviço lidera os motivos de cancelamento, apontada por 51% dos entrevistados. O aumento repentino de preço vem logo atrás, citado por 50%, e pesa mais entre consumidores acima de 30 anos.
Falhas de cobrança, mudanças de prioridade financeira e concorrentes com oferta mais completa também entram na lista de motivos para o fim de um plano.
Assinaturas devem crescer nos próximos anos
A expectativa para os próximos cinco anos reforça o movimento de expansão. Mais da metade dos brasileiros, 51%, prevê aumento nos gastos com assinaturas nesse período, o maior índice da série histórica da pesquisa.
Promoções como a Black Friday também pesam na conquista de novos assinantes. Quase metade dos consumidores, 44%, já aproveitou o período para contratar um serviço ou produto por assinatura, o que indica espaço para o mercado de assinaturas seguir avançando nos próximos anos.
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