Do Micro Ao Macro
A importância da inclusão de produtos regionais nas cestas básicas
A prática valoriza a cultura alimentar das regiões e atende melhor às necessidades nutricionais das comunidades
A inclusão de produtos regionais nas cestas básicas tem ganhado destaque no combate à fome e na promoção de uma alimentação adequada.
Segundo Gustavo Defendi, sócio-diretor da Real Cestas, essa prática melhora a qualidade das cestas ao incluir alimentos que são nutritivos e fazem parte da cultura local.
Produtos como o feijão de corda no Nordeste e a mandioca no Norte, por exemplo, estão presentes nas dietas tradicionais das comunidades.
Eles oferecem nutrientes importantes e, ao serem adicionados às cestas, tornam a alimentação das famílias mais equilibrada.
Impacto na economia local
Além dos benefícios nutricionais, Defendi destaca o impacto econômico da inclusão de produtos regionais. Ao optar por alimentos de pequenos produtores locais, há um incentivo direto à agricultura familiar.
Isso contribui para a geração de empregos e renda nas regiões, promovendo o desenvolvimento econômico local.
A Real Cestas, que distribui cestas em várias partes do Brasil, adota essa prática como parte de seu compromisso com a qualidade de vida das famílias.
Reforma tributária e a cesta básica nacional
A ausência de itens regionais na cesta básica nacional, prevista na Reforma Tributária, é uma questão importante para o setor de alimentos.
Segundo Defendi, esses produtos deveriam ser considerados para garantir que as cestas básicas atendam às necessidades nutricionais e culturais de todas as regiões do país.
Ele também afirma que é essencial incluir itens regionais e proteínas na lista de produtos com alíquota zero no novo Imposto sobre o Valor Agregado (IVA). Essa medida facilitaria o acesso da população a uma alimentação adequada.
Questões pendentes sobre a cesta básica
Apesar da Constituição prever que a cesta básica deve ser “saudável, nutritiva e regional”, ainda existem algumas dúvidas sobre como essa regra é aplicada.
Defendi aponta que alimentos como açaí, tapioca e cuscuz, por exemplo, são parte da cultura alimentar de várias regiões e deveriam ser incorporados na cesta.
Flexibilidade e aceitação dos alimentos
A inclusão de produtos regionais também contribui para a diversificação das cestas básicas, evitando a padronização excessiva. Isso faz com que as cestas respeitem melhor os hábitos alimentares locais.
Com essa abordagem, as famílias recebem alimentos que fazem parte do seu cotidiano, o que diminui o desperdício e aumenta a aceitação dos produtos.
Dessa forma, a cesta básica se torna mais eficiente, atendendo tanto às necessidades nutricionais quanto culturais de cada comunidade.
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