Do Micro Ao Macro
74% das PMEs ainda controlam o caixa à mão e comprometem o crescimento
Pesquisa mostra que métodos manuais expõem pequenas e médias empresas a riscos e limitam a eficiência financeira
Uma pesquisa da Conta Azul mostrou que 74% das pequenas e médias empresas (PMEs) do Brasil ainda realizam o controle financeiro manualmente, por meio de planilhas, contas bancárias ou cadernos. O dado contrasta com o avanço de ferramentas digitais e reforça os riscos que o método tradicional representa para a expansão dos negócios.
O levantamento “Digitalização dos empreendedores brasileiros: onde estamos e para onde vamos” ouviu mais de 400 fontes em todas as regiões do país. O estudo apontou que a prática manual envolve registros de entradas e saídas de dinheiro, acompanhamento de gastos e decisões de investimento. A ausência de processos automatizados compromete eficiência e aumenta a exposição a erros.
Peso das PMEs na economia
As PMEs representam quase 30% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e concentram pouco mais de 50% dos empregos com carteira assinada no país. Juntas, movimentam cerca de R$ 599 bilhões por ano, valor que reforça sua relevância econômica.
Cultura de processos manuais
Para Pricylla Couto, diretora de marketing da Conta Azul, a prática manual é um obstáculo ao desempenho. “Essa realidade não é apenas um sinal de ineficiência; é uma barreira real para o crescimento e a prosperidade de quem luta diariamente para conquistar mais clientes, vender bons produtos e serviços e desfrutar de uma rotina mais simplificada e transparente”, afirma.
Ela acrescenta que a permanência de métodos tradicionais no controle do dinheiro ainda faz parte da cultura de muitos negócios. “Apesar dos contrastes, temos que olhar para a cultura ainda arraigada dos processos manuais no ambiente de finanças como uma trilha que anseia por boas práticas de negócios. O Brasil tem muito espaço para crescer em qualidade de gestão e inteligência tecnológica”, completa.
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