Do Micro Ao Macro
7 formas das empresas se prevenirem de golpes e vazamentos de dados
Segurança digital ganha prioridade em 2026 após alta de golpes e vazamentos; custo médio de incidentes chega a R$ 7,19 milhões e pressiona empresas
A segurança digital entrou de vez na agenda das empresas brasileiras. Com o avanço dos golpes e vazamentos de dados, 2026 consolida um ambiente em que a prevenção passa a definir a continuidade dos negócios. Estudo da IBM aponta que o custo médio de uma violação no Brasil já alcança R$ 7,19 milhões, valor que poderia ser reduzido com práticas básicas de proteção.
Para pequenas e médias empresas, que concentram parte relevante dos incidentes registrados no país, investir em segurança digital deixou de ser decisão estratégica e passou a ser medida de proteção operacional. Falhas simples seguem como porta de entrada para ataques, muitas vezes evitáveis.
Diante desse cenário, Ricardo Maravalhas, CEO e fundador da DPOnet, reúne sete ações práticas para reduzir riscos e fortalecer a segurança digital ao longo de 2026, alinhadas às exigências legais e ao ambiente tecnológico atual.
Controlar acessos com rigor
Senhas frágeis, contas compartilhadas e ausência de autenticação multifator seguem entre as principais vulnerabilidades. A segurança digital começa pela revisão periódica de acessos, exclusão de usuários inativos e adoção de múltiplos fatores de autenticação.
Capacitar funcionários de forma contínua
Dados da Verizon e da IBM indicam que mais de 80% dos ataques envolvem erro humano. Treinamentos frequentes, com simulações de tentativas reais de golpe, reduzem falhas internas e externas ligadas à segurança digital.
Definir resposta para as primeiras 24 horas
Mesmo com prevenção, incidentes podem ocorrer. Ter um plano objetivo para as primeiras 24 horas, com responsáveis definidos e critérios de registro, evita perda de evidências e respostas improvisadas que ampliam os danos à segurança digital.
Monitorar sistemas e backups
Ambientes híbridos ampliam pontos de risco. Monitorar sistemas, integrações, APIs e rotinas de backup em tempo real reduz brechas exploradas por ataques que comprometem a segurança digital de forma silenciosa.
Exigir padrões de terceiros
Parte dos vazamentos registrados no Brasil tem origem em fornecedores. Contratos devem prever requisitos mínimos de segurança digital, além de regras claras de auditoria. Quando o parceiro falha, o impacto recai sobre quem contrata.
Mapear dados e acessos
Não é possível proteger o que não está mapeado. Manter inventários atualizados de dados, sistemas e acessos ativos evita falhas simples que colocam a segurança digital em risco constante.
Testar vulnerabilidades com frequência
Testes de intrusão e ataques simulados já são acessíveis para pequenas e médias empresas. Essas práticas identificam falhas antes que sejam exploradas e fortalecem a segurança digital de forma preventiva ao longo do ano.
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